A Ilha das Almas Selvagens (Coleção Aventura e Romance #7) - The Island of Doctor Moreau

    H. G. Wells

    Civilização Brasileira
    1962
    135 páginas
    4h 30m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    The Island of Doctor Moreau (1896) na tradução de Monteiro Lobato. Capa de Eugênio Hirsch. Também publicado pela Europa-América FC (Portugal) nº 155, e pela Francisco Alves, com o título A Ilha do Doutor Moreau. Um dos clássicos tidos como precursores da moderna FC. O dr. Moreau do título é um cientista que se isola numa ilha remota, na qual passa a desenvolver suas experiências no sentido de transformar animais selvagens em seres humanos, ou pelo menos tentando fazer com que se aproximem o mais possível da humanidade, criando uma série de monstros. Náufragos chegam à ilha e envolvem-se nas experiências, para seu azar. A história foi filmada em 1932, por Erle C. Kenton, com o título A Ilha das Almas Selvagens (Island of Lost Souls); em 1977 foi filmada por Don Taylor, com o título A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau); e em 1996, por John Frankenheimer. [SINOPSE]: Em 1887, o navio Lady Vain naufraga no Pacífico. À deriva e sem esperanças de sobreviver em alto mar, Charles Prendick é resgatado por um navio, chefiado pelo doutor Montgomery, com uma missão invulgar: levar algumas espécies de animais selvagens para uma pequena ilha do Pacífico. Ainda debilitado, Prendick é obrigado a desembarcar na ilha, onde conhece a estranha figura do Dr. Moreau, um cientista que, exilado em consequência de controversas pesquisas em Inglaterra, realiza experiências macabras com animais.

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    Clio picture
    Clio09/04/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Não sei bem o que dizer de um livro que tem uma via ética tão crítica. A Ilha do Dr. Moreau traz a história de um médico-cientista que ao fazer experimentos em animais cria o embrião de uma nova civilização. Pendrick é o observador que insere o leitor nessa ilha de quimeras, tomando para si o papel de juri, mas não de executor. O sofrimento físico de cobaias sempre foi um dos tópicos mais controversos da pesquisa - mas e se além disso, estivessemos criando um sofrimento psíquico e moral? É o que diria o ser que entende não ser fera e nem humano. A dualidade dos instintos e da mente estão presentes nos pequenos cenários observados, como funções ritualísticas, a aceitação de ofícios, a rejeição do corpo. O horror de Pendrick ao relatar tais coisas pode ser sentido em como ele se perde em algumas descrições que Wells fez questão de intercalar com momentos de surto. É uma leitura pesada apesar de breve. Recomendo principalmente aos primeiranistas de qualquer área por ser esse o tipo de questionamento que estão sendo ensinados em tal momento.

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