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    A morte de Ivan Ilitch -

    Leon Tolstói

    Editora 34
    2009
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 8573263598
    Português Brasileiro
    4.3
    54779 avaliações
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    Em agosto de 1883, duas semanas antes de falecer, o escritor russo Ivan Turguêniev escreveu a Tolstói: "Faz muito tempo que não lhe escrevo porque tenho estado e estou, literalmente, em meu leito de morte. Na realidade, escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo, e também para expressar-lhe minha última e mais sincera súplica. Meu amigo, volte para a literatura!". O pedido de Turguêniev alude ao fato de que Tolstói havia então abandonado a arte e renegado toda sua obra pregressa para se dedicar à vida espiritual. Embora não se possa dizer com certeza em que medida as palavras de Turguêniev repercutiram em Tolstói, é certo que A morte de Ivan Ilitch, publicada em 1886, foi a primeira obra literária que ele escreveu após seu retorno às letras — e que se trata de um dos textos mais impressionantes de todos os tempos. Considerada por Nabokov uma das obras máximas da literatura russa — e por muitos uma das mais perfeitas novelas já escritas —, A morte de Ivan Ilitch ganha agora nova edição em língua portuguesa, com tradução e posfácio de Boris Schnaiderman, e, em apêndice, texto de Paulo Rónai sobre o autor e sua obra.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira22/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de A Morte de Ivan Ilitch

    Haverá sempre algo iminente na morte, uma contemplação singular. Quando pensamos sobre esse tema há quase como se um arrebatamento para uma questão existencial a respeito de nossos propósitos, amores e atitudes. E em A Morte de Ivan Ilitch somos apresentados a algumas dessas sensações enquanto conhecemos a miséria de um homem que descobriu em seu falecer nunca antes ter vivido. Escrito por Liev Tolstói, um dos gigantes da literatura mundial e autor do clássico memorável Guerra e Paz, a obra publicada em 1886 conta a triste história de um empregado público o qual encontra-se com um misterioso problema de saúde e a partir disso passa a ver sua vida por lentes melancólicas. Com menos de 100 páginas, a novela é iniciada já com a confirmação da morte do protagonista. No primeiro capítulo somos expostos à narrativa em terceira pessoa com um foco em Piotr Ivanovich, grande amigo do falecido oficial o qual apesar da relação com o finado, tem a menor das intenções de ficar na cerimônia e sequer demonstra algum sentimento sincero. Após uma introdução constrangedora a qual mostra o desinteresse das pessoas pelo personagem principal, acompanhamos então, da infância até o trágico dia de sua partida, a vida de Ivan. “Agora era ele quem tinha de morrer. Comigo vai ser diferente- eu estou vivo”. Há aqui um duro relato, Liev faz questão de apontar muito mais a fundo não apenas os movimentos de cada sujeito, mas suas reais intenções e sentimentos. Notamos uma situação mascarada e fria, sem empatia, com uma fuga da realidade a qual está apenas em busca de rápidos entretenimentos e status, para dessa forma, fugir de uma verdade perturbadora. Essa característica traz um novo modo de ver o ambiente, passamos a obra nos perguntando o porquê de todos serem tão sarcasticamente distantes e se isso realmente acontece em nossa sociedade. Nesse contexto, temos outro bom atributo o qual auxilia nessa estrutura, estamos falando da escrita do autor. É realmente encantadora. A descrição de ocorridos e a sutileza pela qual vai moldando a história dão à obra uma naturalidade a qual dificilmente vai se tornar enjoativa ou passar a sensação de conto forçado para o leitor. Isso cria uma boa fluidez e gentileza de modo a termos a liberdade para durante a leitura voltarmos algumas páginas de vez em quando e reanalisar de maneira mais profunda aquilo acontecido. Como consequência desses fatores, há um certo distanciamento do leitor para com os personagens, pois ele aproxima-se muito mais do narrador e isso pode gerar uma falta de empatia com os indivíduos e prejudicar o processo de imersão literária. Apesar disso, esse elemento traz à tona um novo tom. A narrativa toma, nesse sentido, uma abordagem de análise contemplativa, muito mais que acompanhar, nós “estudamos” as atitudes de cada indivíduo. É difícil conseguir resumir as conclusões de A Morte de Ivan Ilitch em poucas palavras, mas se pudesse descrever com uma sensação, seria de constrangimento. De certa forma é humilhante ver alguém transformando o milagre da vida em uma maldição de máscaras para impressionar a sociedade e é mais humilhante ainda percebermos que se não nos cuidarmos para não cair em tais erros, a narrativa dessa obra pode no fim ser sobre nós. Um clássico o qual auto explica o sucesso no transcorrer de suas páginas, crítica atemporal ao comportamento humano. Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

    751 curtidas

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    • 5 estrelas40%
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    • 2 estrelas2%
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    Liev Tolstói profile picture

    Liev Tolstói

    É considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. <br> Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura. Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.

    207 Livros
    2.343 Seguidores
    Rússia, Império Russo

    Liev Tolstói