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    Joana a contragosto -

    Marcelo Mirisola

    Record
    2003
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-8: 85010722
    Português Brasileiro
    3.2
    79 avaliações
    Leram119Lendo6Querem43Relendo0Abandonos7Resenhas5
    Favoritos6Desejados43Avaliaram79

    Em JOANA A CONTRAGOSTO, Mirisola conta a história de um escritor famoso, que recebe uma mensagem de uma fã. Uma mulher belíssima, que adora sua literatura. Os dois passam a trocar mails que se tornam cada vez mais ousados: Joana passa a enviar fotos de partes de seu corpo. TODAS as partes. O escritor, intrigado, marca um encontro com a mulher em um hotel no bairro do Flamengo, Rio de Janeiro. A noite de amor sela o destino de ambos. A mulher descobre que ama o escritor, mas não o deseja. Já o escritor se vê apaixonado e sem esperanças de concretizar o amor, relembrando-o num fluxo mental vertiginoso. JOANA A CONTRAGOSTO é um livro forte e intenso, que confirma o gênio de Mirisola.

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    Tito Silveira picture
    Tito Silveira22/06/2010Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Um exercício de verborragia em espirais elípticas a pretexto de um pé na bunda e de um futuro que não houve, uma masturbação masoquista sob a forma de autoficção. Interessante, apesar de tudo.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 79
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas24%
    • 1 estrelas9%
    Marcelo Mirisola profile picture

    Marcelo Mirisola

    Nascido na capital de São Paulo, Marcelo Mirisola formou-se em Direito, entretanto, enveredou para a Literatura e estreou no mercado impresso com o livro de contos "Fátima Fez os Pés para Mostrar na Choperia", em 1998. A obra provocou sensação no meio literário e Mirisola foi saudado como um dos "transgressores" dos anos 90. Seguiram-se obras em que o narrador das obras e a pessoa de Marcelo Mirisola se confundiam cada vez mais, recurso chamado "autoficção", que o autor paulistano usa com bastante engenhosidade. Sua obra destoa grandemente da que é produzida hoje pelos escritores mais festejados, ainda que enfoque personagens e situações cotidianas, não o faz com a bitola imposta por setores da mídia, da intelectualidade e do próprio meio literário, uma vez que estes priorizam uma agenda estranha ao trabalho literário legítimo, como a defesa de minorias e a promoção ideologias questionáveis. Tal situação é bastante grave no cenário brasileiro, onde se podem encontrar compadrios marcados pela mediocridade e auto-louvação, que Mirisola inúmeras vezes ridicularizou em textos e entrevistas. Por isso, criou-se em torno do autor paulistano a aura de alguém afrontoso, cruel e sem limites, elementos que se estão presentes em sua obra, não compõem sua atitude como pessoa, problema que Mirisola atribui à má-fé de seus pares. Se por um lado essa fama alavancou sua obra em dado nicho de leitores, rotulou-a pejorativamente em outros tantos nichos, que o condenam antes de apreciar seus livros. Ainda assim, Mirisola prosseguiu escrevendo: O Herói Devolvido (2000), O Azul do Filho Morto (2000, tido como sua obra-prima), Bangalô (2003), Joana a Contragosto (2005), Notas da Arrebentação (2005, coletânea de textos saídos em periódicos), O Homem da Quitinete de Marfim (2007), Proibidão (2008), Animais em Extinção (2008), Memórias da Sauna Finlandesa (2009), Charque (2011), dentre outros. Publicou ainda obras em parceria, como "O Banquete" (2003), com o cartunista Caco Galhardo, "Teco, o Garoto que não Fazia Aniversário" (2013), com Furio Lonza, e a peça de teatro "Paisagem em Campos do Jordão" (2013), juntamente com Nilo Oliveira, e lançada somente no formato e-book. Marcelo Mirisola escreveu durante anos para o site "Congresso em Foco", onde muitas de suas crônicas ainda estão no ar, e por curto tempo no portal Yahoo.com. É colaborador das revistas VIP e Cult, mora no Rio de Janeiro e, no momento, trabalha em uma obra sobre o controvertido Cabo Anselmo.

    22 Livros
    25 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Marcelo Mirisola