A Comédia Humana - (A vida de Balzac, Ao “Chat-qui-pelote”, O baile de Sceaux, Memórias de duas jovens esposas, A bolsa, Modesta Mignon)

    Honoré de Balzac

    Biblioteca Azul
    2012
    872 páginas
    1d 5h 4m
    ISBN-13: 9788525053121
    Português Brasileiro

    Vinte anos depois da última edição, A comédia humana com orientação, introdução e notas de Paulo Rónai, volta às livrarias trazendo ao público brasileiro um dos mais importantes monumentos literários em 88 romances distribuídos em 17 volumes. Disperso, prolífico, ambicioso, genial: Honoré de Balzac (1799-1850) foi, como ele mesmo dizia, mais que um romancista, um cronista de costumes. Seu maior projeto literário, A comédia humana, tomou vinte e um anos de sua vida e foi interrompido apenas com a morte prematura do autor, aos 51 anos. Na imensa obra, Balzac pretendeu fazer um verdadeiro inventário da França no século XIX: costumes, negócios, casamentos, ciências, modismos, política, profissões, tudo entrava nesse imenso painel, costurado com maestria narrativa e exibido aos poucos em folhetins. Com tudo isso em mente, Balzac passou a dar a seus romances o caráter vivo de uma época. Assim, um personagem que é protagonista em um livro aparece em outro como coadjuvante; se há um personagem já ancião em um romance, é possível conhecer sua juventude em outro; personagens reais entram nas histórias, e os imaginários frequentam teatros, restaurantes e passeios que todos franceses conheciam. E assim Balzac foi construindo todo o universo de A comédia humana, que a Biblioteca Azul passa a reeditar em 2012 com a publicação dos primeiros quatro volumes que compõem as Cenas da vida privada. A imensa obra veio a público no Brasil duas vezes, editada pela Globo de Porto Alegre e depois pela Globo Livros. A primeira, a partir de 1947 e a segunda, de 1992. Em ambas teve orientação, introduções de todos os romances e notas de Paulo Rónai, um dos maiores críticos literários do Brasil. Rónai dedicou 15 anos à organização de todo aparato de A comédia humana, que contou com 20 tradutores, 12 mil notas e prefácio para cada um dos 89 romances. Dada a dimensão da edição de Rónai, considerada uma das mais importantes fora da França, é compreensível que nenhuma outra editora tenha dado conta de refazê-la e a obra permaneceu por anos encontrada apenas em sebos ou recortada de seu contexto. Obras que compõem A comédia humana – volume 1 – Estudos de costumes – Cenas da vida privada: Ao “Chat-qui-pelote”, O baile de Sceaux, Memórias de duas jovens esposas, A bolsa, Modesta Mignon.

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    Paulo Henrique picture
    Paulo Henrique02/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Leitura um pouco exaustiva

    Havia já um bom tempo que que eu planejava ler este livro e os seguintes de Balzac, de ler por completo as observações de um vivente do século retrasado. Este primeiro livro foi para mim, então, a introdução do que eu devo aguardar dos próximos livros da série. E assim como eu descrevi na resenha do Conde de Monte Cristo, esta obra pode ser também chamada de um compêndio do século XIX, um detalhe fiel do que foi aquela época, nas fronteiras do antigo e o moderno. Mas não sei se é por uma preguiça minha, por certas vezes eu simplesmente não conseguia ler as tantas e tantas descrições que o autor fazia antes de começar a história em si. A versão que eu li contém comentários de Paulo Rónai (parece que ele está em todo livro que leio), e ele comentou em algumas linhas sobre as descrições exaustivas do escritor: "Talvez não seja supérfluo pedir ao leitor ainda não bastante familiarizado com os métodos de Balzac que se arme de um pouco de paciência para abrir caminho através das explicações preliminares um pouco maçudas que o autor acha indispensável fornecer antes de começar o enredo. Um romancista atual de hoje espalhá-las-ia engenhosamente em doses pequenas por toda a obra [...] mas Balzac gostava de submeter de vez em quando seus leitores a um pequeno esforço inicial, compensando-os amplamente em seguida". Admito que não senti a ampla compensação em seguida. Talvez eu não esteja ainda no momento certo para ler as obras balzaquianas, assim como eu não estive pronto para tantas outras obras e para, tempos depois, retornar a elas e ler com outra perspectiva. Ademais, acho que eu preciso de um livro mais leve durante esta quarentena. Eu certamente lerei os próximos livros d'A Comédia Humana, mas não por agora.

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