Comecei a ler este livro me perguntando porque ele tinha ganho o Nobel de 1947, e quando terminei de ler entendi.
Este foi meu primeiro contato com o francês André Gide, já almejava ler Os Moedeiros Falsos, mas O Imoralista caiu primeiro em minhas mãos.
Miguel reune seus melhores amigos para contar-lhes sua história, do tempo em que eles estiveram distantes. No inicio Miguel está doente, e esta primeira parte do livro não é muito interessante, porém as seguintes nos mostra todas as reflexões sobre suas experiencias sobre a doença, a possivel cura, e tantas outras que se desonrolam com o enredo, focado em seu casamento com Marcelina.
Este é um livro que a todo momento eu tive de fechá-lo para tentar compreender minha própria imoralidade diante dos acontecimentos que a vida nos trás, uma frase memorável é: não se pode ao mesmo tempo ser sincero e parecer sincero. Sem citar a palavra moralidade, toda a narrativa mostra como o homem trata dessa questão.
Outro questionamento interessante é sobre a felicidade e o sentido de viver, a pergunta que o narrador faz à seus colegas e a si mesmo é se um escritor consegue viver enquanto escreve, ou a vida o atrapalha a escrever.
Com uma narrativa que te leva leve e profundamente "O Imoralista" é recheado de filosofia disfarçada no enredo. Válido para aqueles que apreciam um livro que possuí um intuito ou tão somente para quem deseja ler sem compromisso.