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    Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens - ou Discursos morais sobre os efeitos da vaidade oferecidos a el-rei nosso senhor D. José I

    Matias Aires

    Martins Fontes
    2004
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-10: 8533620535
    Português Brasileiro
    4.2
    19 avaliações
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    Matias Aires publicou, em 1752, um pequeno livro, intitulado "Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens". Nele, não há apenas a construção de um sistema racional, mas a experiência de uma vida e o reflexo de um caráter. Os principais temas tratados no livro são os da vaidade, do amor e do ceticismo. Matias Aires coloca a vaidade como centro de suas meditações sobre o homem e a vida, não há apenas um conceito do homem e sim uma concepção geral do universo. Antecipando-se aos modernos filósofos existencialistas, Matias Aires parte da vaidade humana como origem de toda a sua compreensão das coisas. De qualquer modo, a vaidade é apresentada não como uma paixão do corpo, mas da alma. Ela é vício do entendimento e não da vontade, pois depende do discurso. Eis porque a mais forte e a mais vã de todas as vaidades é a que resulta do saber. A vaidade é uma espécie de luxúria, que deve ser enfrentada não com as forças do corpo, mas com as do espírito.

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    André Oliveira Silva picture
    André Oliveira Silva27/07/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Boas reflexões

    É possível perceber as inclinações do autor de acordo com o contexto da época, ou seja, uma Lisboa à mercê de um rei censor e regido por dogmas da igreja católica. Recheado de reflexões pertinentes e tempestivas, é possível, e muito provável, que o leitor se veja imerso em profundas meditações acerca de sua próprias vaidades e condutas.

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    Mathias Ayres Ramos da Silva d'Eça profile picture

    Mathias Ayres Ramos da Silva d'Eça

    Filho de José Ramos da Silva e de sua mulher Catarina de Orta, nasceu em São Paulo, na Capitania, depois Província e hoje Estado de São Paulo, Brasil. Foi Cavaleiro da Ordem de Cristo e Provedor da Casa da Moeda de Lisboa, obtendo e sucedendo neste emprego a seu pai, José Ramos da Silva, por sua morte. Foi Bacharel em Filosofia pela Faculdade de Ciências e Mestre em Artes pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Formou-se numa Universidade Francesa em Direito Civil e Canônico. Fez estudos de Matemática e Ciências Físicas. Conhecia o Hebraico e outras línguas. Em 1716 seus pais se mudaram para Portugal, e Matias Aires ingressou no Colégio de Santo Antão. Em 1722, estudou nas Faculdades de Leis e de Cânones de Coimbra, onde recebeu o grau de Licenciado em Artes, graduando-se mais tarde na cidade de Baiona, na Galiza. Foi notável literato e naturalista e grande amigo do malogrado António José da Silva, o Judeu, que procurou ardentemente salvar da fogueira, o que não conseguiu. Escreveu obras em Francês e Latim e foi também tradutor de clássicos latinos. É considerado por muitos o maior nome da Filosofia de Língua Portuguesa do seu tempo. Em Reflexões sobre a Vaidade dos Homens, cuja primeira edição é de 1752, o autor tece suas reflexões a partir do trecho bíblico extraído do Eclesiastes: Vanitas vanitatum et omnia vanitas, ou seja, "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". Como um dos exemplos da vaidade dos homens, é citada a sumptuosidade dos mausoléus. Inocêncio Francisco da Silva informa no seu dicionário que "Quanto à data de seu óbito é por ora ignorada, sabendo-se contudo que já era falecido no ano de 1770". Ernesto Ennes informa data de 10 de dezembro de 1763, a partir de documentação comprobatória. O Dicionário Biobibliográfico de Autores Brasileiros informa a mesma data. “ A ambição dos homens por uma parte, e pela outra a vaidade, tem feito da terra um espetáculo de sangue: a mesma terra que foi feita para todos, quiseram alguns faze-la unicamente sua.

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    São Paulo, Brasil

    Mathias Ayres Ramos da Silva d'Eça