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    Linha do Parque (Ciclo do Extremo-Sul) -

    Dalcídio Jurandir

    Vitória
    1959
    549 páginas
    18h 18m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.4
    7 avaliações
    Leram9Lendo5Querem29Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados29Avaliaram7

    Trecho da obra: "Tinham cessado, de uma vez, aqueles tiros a esmo. Ângela e Alice procuravam entre as pessoas que se levantavam, entre feridos , cadáveres, filhos, conhecidos, companheiros. Batista, Lourdes e jovens carregavam Maria para a calçada, ouvia-se a buzina de uma ambulância e foi então que Ângela, sem saber dos filhos, também pensou em Jerônimo. Estaria preso, como muitos foram¿ Com certeza levado pela cavalaria e pelos tiros para as bandas do muro, jogado pela esquina, para dentro de cemitério, do campo de futebol? Logo tiveram que sair do meio da rua porque voltavam os cavalarianos, arrematando a dispersão. Ao se aproximarem dos portões vizinhos da Fabril, ouviram que dois corpos estavam dentro de um quintal. Afastando bruscamente a companheira para um lado, Alice correu e pôs a cabeça no portão onde uma lâmpada iluminava o interior do jardim. Viu dois corpos, efetivamente. Atrás dela, Ângela disse: – Deixa, quero ver. Sem esperar que a companheira se afastasse, Ângela entrou e caiu de joelhos sobre o moribundo: - Tu, Jerônimo?" *** “ Livro impressionante, “Linha do Parque”, de Dalcídio Jurandir, pela motivação, pela triangulação, pela efabulação, pela narração.” - José Guimarães Menegale, jurista e escritor. “A técnica da narrativa de Dalcídio Jurandir se revela, na parte do romance que vai até às vésperas da revolução de 1930, de extraordinária objetividade. O estabelecimento da organização anarquista possui um sabor de coisa bem contada que põe, de súbito, esse trecho do livro num dos pontos mais alto que o nosso romance tem atingido.” - Antônio Olinto “ … “Linha do Parque”, único romance proletário, digno desse nome, aparecido neste país de engajamentos lítero-discursivos.” - Homem Homem, escritor.

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    Amapá e Amazônia picture
    Amapá e Amazônia09/03/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Livro impressionante, LINHA DO PARQUE, de Dalcídio Jurandir, pela motivação, pela triangulação, pela efabulação, pela narração." J. GUIMARÃES MENEGALE

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    Dalcídio Jurandir

    Dalcídio Jurandir Ramos Pereira (Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909 — 16 de junho de 1979) foi um romancista brasileiro. Estudou em Belém até 1927. Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas. Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar. Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950. Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas. Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra. Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira. Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir. Em 2009 comemorou-se o centenário do escritor. Escreveu: Série Extremo-Norte Chove nos Campos de Cachoeira (1941) Marajó (1947) Três Casas e um Rio (1958) Belém do Grão Pará (1960) Passagem dos Inocentes (1963) Primeira Manhã (1968) Ponte do Galo (1971) Os Habitantes (1976) Chão dos Lobos (1976) Ribanceira (1978) Série Extremo-Sul Linha do Parque (1959)

    14 Livros
    25 Seguidores
    Pará, Brasil

    Dalcídio Jurandir