Trecho da obra: "Tinham cessado, de uma vez, aqueles tiros a esmo. Ângela e Alice procuravam entre as pessoas que se levantavam, entre feridos , cadáveres, filhos, conhecidos, companheiros. Batista, Lourdes e jovens carregavam Maria para a calçada, ouvia-se a buzina de uma ambulância e foi então que Ângela, sem saber dos filhos, também pensou em Jerônimo. Estaria preso, como muitos foram¿ Com certeza levado pela cavalaria e pelos tiros para as bandas do muro, jogado pela esquina, para dentro de cemitério, do campo de futebol? Logo tiveram que sair do meio da rua porque voltavam os cavalarianos, arrematando a dispersão. Ao se aproximarem dos portões vizinhos da Fabril, ouviram que dois corpos estavam dentro de um quintal. Afastando bruscamente a companheira para um lado, Alice correu e pôs a cabeça no portão onde uma lâmpada iluminava o interior do jardim. Viu dois corpos, efetivamente. Atrás dela, Ângela disse: – Deixa, quero ver. Sem esperar que a companheira se afastasse, Ângela entrou e caiu de joelhos sobre o moribundo: - Tu, Jerônimo?" *** “ Livro impressionante, “Linha do Parque”, de Dalcídio Jurandir, pela motivação, pela triangulação, pela efabulação, pela narração.” - José Guimarães Menegale, jurista e escritor. “A técnica da narrativa de Dalcídio Jurandir se revela, na parte do romance que vai até às vésperas da revolução de 1930, de extraordinária objetividade. O estabelecimento da organização anarquista possui um sabor de coisa bem contada que põe, de súbito, esse trecho do livro num dos pontos mais alto que o nosso romance tem atingido.” - Antônio Olinto “ … “Linha do Parque”, único romance proletário, digno desse nome, aparecido neste país de engajamentos lítero-discursivos.” - Homem Homem, escritor.
Linha do Parque (Ciclo do Extremo-Sul) -
Dalcídio Jurandir
Falangola
1987
550 páginas
18h 20m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
Edições (4)
Ver maisResenhas (2)Ver mais
Estatísticas
Avaliações
4.4 / 7- 5 estrelas57%
- 4 estrelas29%
- 3 estrelas14%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%




