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    Fun Home - uma tragicomédia em família

    Alison Bechdel

    Conrad
    2007
    239 páginas
    7h 58m
    ISBN-13: 9788576162711
    Português Brasileiro
    4.2
    3140 avaliações
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    Favoritos137Desejados2442Avaliaram3140

    Fun Home é um dos maiores fenômenos literários desta década. Eleito o livro do ano em 2006 pela revista Time, figurou na lista de livros mais vendidos do The New York Times e faturou diversos prêmios (entre eles, o Eisner Awards de Melhor Não-Ficção). O álbum é um livro de memórias, onde a quadrinista Alison Bechdel revisita a sua infância e adolescência - especialmente a descoberta de sua homossexualidade e a difícil relação com seu pai Bruce Bechdel. Homossexual não-assumido, Bruce passava mais tempo cuidando e reformando o casarão vitoriano que moravam do que dando atenção à família. Com forte teor literário, Alison conduz a história com maestria, fazendo referências a inúmeros clássicos da literatura universal. Sua relação com o pai a faz lembrar do mito de Ícaro e Dédalo, a sua mãe, atriz amadora, ora é um personagem de Henry James, ora de Oscar Wilde. A proximidade de Alison com as letras vem do berço: Bruce era professor de literatura em Beech Creek, a pequena cidade onde a autora cresceu. A outra ocupação de Bruce era cuidar da casa funerária da família - funeral home, em inglês - que, abreviada para fun home (casa da diversão) pelas crianças, dá título ao livro. Com o traço limpo e detalhado, complementado por toques aquarelados (sempre num tom de verde), Fun Home é uma obra-prima dos quadrinhos - um livro inteligente e revelador, ultrapassando gêneros e utilizando todo o potencial que a sua própria linguagem oferece.

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    Adonai Takeshi Ishimoto picture
    Adonai Takeshi Ishimoto04/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sua família é potência ou é destrutiva?

    Como é para um LGBTQIA+ conviver em família? Sendo um, sei o quanto é doloroso, o quanto quebramos expectativas e o quanto precisamos ter paciência para aguentar algumas coisas. Essa autobiografia em quadrinhos da Alison Bechdel é um ótimo caso específico que se desdobra em tantas características sociais, coletivas e que afetam tantas pessoas e não só ela. Sentir-se distante dos próprios familiares, correr em busca de algum pertencimento e ainda compreender que cada sujeito possui sua complexidade, tentando retirar essa ideia de que somos bons, ou somos ruins. Um livro sensacional. Precisamos discutir sexualidade, gênero, identidades. A tonalidade da narrativa aponta tantas coisas, mas causa em mim uma sensação de emaranhados, bagunçando sentimentos, esperanças, os fatos e principalmente, o quanto somos afetados por pessoas próximas e também o quanto as afetamos.

    76 curtidas

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    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Alison Bechdel profile picture

    Alison Bechdel

    Filha de um casal católico de professores, que também eram proprietários de uma funerária, completou o colegial em 1981, quando se mudou para Nova York para estudar arte. Rejeitada por diversas instituições, acabou trabalhando na indústria de publicação. Em 1983 teve sua primeira imagem (sob o título de "Marianne, dissatisfied with the morning brew: Dykes to Watch Out For, plate no. 27") publicada em um jornal voltado para mulheres, chamado Womannews. Em um ano as tirinhas começaram a aparecer em outras publicações. Sua autobiografia em quadrinhos ganhou o Prêmio Eisner no ano de 2007 para "Best Reality-Based Work".

    20 Livros
    57 Seguidores
    Pennsylvania, Estados Unidos

    Alison Bechdel