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    Agência nº1 de mulheres detetives -

    Alexander McCall Smith

    Companhia das Letras
    2003
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8535903194
    Português Brasileiro
    3.7
    79 avaliações
    Leram129Lendo2Querem124Relendo0Abandonos5Resenhas11
    Favoritos1Desejados124Avaliaram79

    Localizada na pequena Gaborone, em Botsuana, a Agência nº1 de mulheres detetives é dirigida pela obstinada e encantadora Preciosa Ramotswe. Seu lema é ajudar as pessoas a resolver os mistérios em suas vidas. Entre uma xícara e outra de chá de rooibos, uma erva nativa, ela começa por se ocupar de casos usuais, como os de vigaristas em geral e de mulheres desconfiadas dos maridos. Certo dia, porém, depara com um caso espinhoso relacionado ao desaparecimento de uma criança. Tendo as colinas azuis do deserto de Kalahari como paisagem cotidiana, Preciosa Ramotswe contraria o pessimismo sobre a viabilidade do seu negócio e, com humor e sensibilidade, transforma sua agência de detetives numa empresa de investigação da alma humana.

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    Resenhas (11)Ver mais
    Driele Alves  picture
    Driele Alves 12/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Por que ser mulher não me limita....

    Demorei a ler esse livro, ele ficou parado na minha estante por um bom par de meses, mas quando o peguei para ler ele me conquistou no primeiro parágrafo literalmente, me entreguei a leitura desse livro com uma volúpia que a muito não tinha, a narrativa é gostosa, as palavras bem escolhidas, os personagens principais cativantes. Queria muito ser amiga de Mma Ramotswe, uma mulher de princípios, com uma inteligência e um instinto ímpar. Uma mulher que ama Botsuana, sua pátria e sua gente. “Mma Ramotswe tinha uma agência de detetives na África, (…). O patrimônio da agência era: uma pequenina van branca, duas escrivaninhas, duas cadeiras e uma velha máquina de escrever(...)Uma agência de detetive precisa de mais alguma coisa? Agências dependem de intuição e inteligências humanas, ambas bem presentes em Mma Ramotswe. Mas esses são itens que ninguém jamais pensa em incluir num inventário, é claro.”(pág 9) A aparência da protagonista já ganha por si só vários pontos, ela transgride o senso comum das heroínas modernas, ela é negra e gorda, ela está no outro extremo das mocinhas , ela é forte e agente da ação do livro, tanto intelectualmente, desafiando os costumes se tornando a primeira detetive mulher de Botsuana, quanto fisicamente, se disfarçando, atirando, e entrando no jogo para resolver os casos que lhe chegam. O livro cita algumas vezes o nome de Agatha Christie, como grande fã dela que sou, fiquei fascinada com a singela homenagem, e claro percebe-se que a escrita da grande rainha do crime influenciou e muito o autor, mas esse não tentou copiar o estilo, ele criou o seu próprio, sua própria cadência, e fez bem. Um tema que percorre vários trechos do livro é o machismo, um assunto espinhoso, tratado de uma forma leve mas sem esquecer de dar a devida importância. Adorei as lembranças escolares de Mma Ramotswe, principalmente no castigo que ela e a freira infligem a um pequeno projeto exibicionista de machista. Queria que mais mães, professor@s, e etc... também coibissem atos assim, cortando o mal pela raiz. “Mas pior que tudo era que ele desabotoava a calça, apontava aquilo que os meninos têm e ficava esperando que ela olhasse, Ela não gostava disso, não era algo que devesse acontecer numa escola dominical, E afinal de contas, que havia de tão especial naquilo? Era algo que todos os meninos tinham.(...) Não fazem ideia do ridículo que é.” “(…) Eles a tratavam com um desprezo calado, uma vez que eram pessoas de outro tempo, aferradas à crença de que uma mulher abandonada pelo marido quase sempre merecia o destino que lhe coubera. Elas tinham que acolhê-la, sem dúvida, porém mais por obrigação do que por afeto.”(pág 37) E claro que tem romance, só que ele não é ponto central da trama, mas é um romance tão fofo, tão platônico e delicado, que é difícil não se apaixonar pelo galante enamorado. O livro é o primeiro de uma série, mas infelizmente, parece que só dois livros foram traduzidos e publicados no Brasil, acnotícia boa é que a série virou série, rs, saiu do papel e se transformou num seriado de TV, também não achei com legendas traduzidas, mas vale a pena assistir uns trechos, pelas paisagens e claro pela Jill Scott (também cantora) que interpreta a protagonista. Recomendo para quem gosta de suspense, policial, para quem adora se deleitar com uma leitura gostosa e aconchegante, mas nem por isso superficial dos problemas sociais atuais. Esse livro me conquistou totalmente... Resenha de www.pegadaliteraria.blogspot.com.br

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.7 / 79
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas4%
    Alexander McCall Smith profile picture

    Alexander McCall Smith

    Alexander "Sandy" McCall Smith, é um escritor britânico-zimbabuense e professor emérito de Direito Médico na Universidade de Edimburgo. No final do século 20, McCall Smith tornou-se um respeitado especialista em direito médico e bioética e serviu em comitês britânicos e internacionais preocupados com essas questões. Desde então, tornou-se conhecido internacionalmente como escritor de ficção, com vendas de versões em inglês excedendo 40 milhões até 2010 e traduções para 46 idiomas. Ele é mais conhecido como o criador da série da Agência de Detetives No. 1 Ladies '. "McCall" não é um nome do meio: seu sobrenome de duas partes é "McCall Smith" Alexander recebeu inúmeros prêmios por sua escrita e possui doze doutorados honorários de universidades na Europa e na América do Norte. Em 2007, ele recebeu um CBE para serviços de literatura e em 2011 foi homenageado pelo Presidente do Botswana para serviços através de literatura para o país. Em 2015, recebeu o Bollinger Everyman Wodehouse Prize para Comic Fiction e, em 2017, o National Arts Club Medal of Honor pela realização na literatura.

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    Alexander McCall Smith