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    As virgens suicidas -

    Jeffrey Eugenides

    Companhia das Letras
    2013
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9788535922196
    Português Brasileiro
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    Escrita no começo da década de 1990, a história da morte voluntária, sucessiva e inexplicável de cinco irmãs adolescentes mantém todo o seu frescor. Num típico subúrbio dos Estados Unidos nos anos 1970, cinco irmãs adolescentes se matam em sequência e sem motivo plausível. A tragédia, ocorrida no seio de uma família que, em oposição aos efeitos já perceptíveis da revolução sexual, vive sob severas restrições morais e religiosas, é narrada pela voz coletiva e fascinada de um grupo de garotos da vizinhança. O coro lírico que então se forma ajuda a dar um tom sui generis a esta fábula da inocência perdida. Adaptado ao cinema por Sofia Coppola, publicado em 34 idiomas e agora em nova tradução, o livro de estreia de Jeffrey Eugenides logo se tornou um cult da literatura norte-americana contemporânea. Não por acaso: essa obra de beleza estranha e arrebatadora, definida pela crítica Michiko Kakutani como "pequena e poderosa ópera no formato inesperado de romance", revela-se ainda hoje em toda a sua atualidade.

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    Cybelle Linard Rezende picture
    Cybelle Linard Rezende24/04/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Pós graduação em melancolia

    Quando este livro caiu pela primeira vez em minhas mãos custou uma tarde, uma noite, metade de uma madrugada e uma manhã de férias escolares para que eu chegasse à última página. Assim como o narrador, eu também não conseguia tirar as garotas Lisbon da cabeça. Dividimos o calor do mês de julho, o tédio de passar dias dentro de casa, a ânsia de achar que não está vivendo e a raiva de saber que isso ocorre por motivos alheios à nossa vontade. Eu também me senti muito próxima daquelas garotas mas algumas páginas depois elas desaparecem sem deixarem sequer um bilhete de despedida. Assim, representam tudo que acaba rápido demais: um amor, aquele concurso para o qual você estudou muito e sabia que iria passar mas na véspera da prova é acometido por uma gripe horrível, os últimos minutos de uma maratona que nem acreditamos estar vencendo mas aí tem aquela pedra no caminho, que acaba com tudo, um acidente de carro fatal, os anos que passam sem que a gente perceba, a angústia de tudo que não conseguimos concluir e as partes do mundo que nunca conheceremos. Foram esses os sentimentos que eu compartilhei com os meninos que conheceram as Lisbon. Nós lemos trechos de seus diários, ouvimos as músicas que elas ouviam, sentimos o cheiro dos quartos onde elas dormiam e quase fomos amantes. Mas então elas morreram e nunca poderemos saber mais do que isso. Não é por acaso que guardo Virgens Suicidas ao lado do álbum de família.

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