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    Educação: Livre e Obrigatória -

    Murray N. Rothbard

    LVM Editora
    2013
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788581190334
    Português Brasileiro
    4.1
    320 avaliações
    Leram466Lendo31Querem373Relendo1Abandonos2Resenhas31
    Favoritos20Desejados373Avaliaram320

    Por qual razão tantas pessoas estão insatisfeitas com o sistema de ensino atual? Por que gerações de reformadores fracassaram em melhorar o sistema educacional, e ainda fizeram com que ele se degenerasse cada vez mais em direção a um nível de mediocridade cada vez pior? Nesta monografia acadêmica e radical, Rothbard identifica os pontos cruciais do sistema educacional que o condenaram ao fracasso: em cada um de seus níveis, do financiamento ao comparecimento, o sistema se baseia na compulsão e não no consentimento voluntário.

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    Leticia M. H. picture
    Leticia M. H.22/01/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Obrigue uma pessoa a concordar em ser escrava

    Esse pequeno livro nos trará conceitos de educação e uma breve história da educação livre e obrigatória. Apesar de não trazer meios pedagógicos para ensinar, traz importantes conceitos sobre a importância de uma educação livre e individualizada, e os perigos de ela ser estatizada. Em síntese, quando estados começaram a fazer o alistamento militar obrigatório da população civil, viram a necessidade de educar as crianças para que “estivessem preparadas para o serviço militar”, e com isso eu digo obediência plena aos mandatários. O melhor soldado é aquele que não questiona ordens. Mesmo em sociedades não tão militarizadas, como o Brasil, a educação obrigatória se mostrou uma poderosa arma nas mãos do estado. Veja, as crianças devem permanecer, obrigatoriamente e sob pena de perda de guarda para os pais, em uma instituição de ensino dos 4 aos 17 anos. Justamente o momento em que uma pessoa é como uma esponja, que suga informações e desenvolve seu raciocínio lógico. Se os estados a usarão como arma ideológica ou com o fim exclusivo de incapacitar a mente humana, não importa, o fim é o mesmo, obediência cega. Você pode escolher uma escola privada, se tiver condições, mas elas darão as matérias que o estado as obrigará a ensinar, com livros aprovados pelo MEC, por professores formados nas academias e para passar em vestibulares oferecidos, novamente, por uma cartilha específica. Então eles podem ensinar que a neve é preta e ninguém discordará. E quem discordar será chicoteado pelos outros que acreditam, realmente, que a neve deve ser preta porque os intelectuais – do estado, mesmo que não intencionalmente – dizem que sim. *** Então eu parei para refletir sobre minha própria vida escolar, na qual passei boa parte do tempo entediada. Eu queria muito resolver problemas matemáticos mais complexos, mas era impedida de tentar. Eu não tinha informações o suficiente e os professores por muito tempo se recusavam a ensinar algo “daquele nível”. Ao mesmo tempo, tinha insuportáveis aulas de língua portuguesa. Veja, eu amo literatura, sou relativamente boa em interpretação e aprendi a gostar de escrever, mas aquelas aulas eram insuportáveis. Apesar disso tudo, poderia ter sido pior. Tive um professor de matemática que acreditava que eu estava acima da média, uma professora de literatura que estava disposta a discutir qualquer assunto e corrigir qualquer redação, e um professor de geografia que questionava o islã, o socialismo e o progressismo. Apesar do nojo que virou a educação moderna, sou grata pela escola que tive.

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    Murray Newton Rothbard profile picture

    Murray Newton Rothbard

    Foi um americano autor e economista da Escola Austríaca, que ajudou a definir o pensamento capitalista do libertarianismo e popularizou uma forma de livre-mercado num sistema de anarquismo ele chamou de "anarco-capitalismo". Rothbard escreveu mais de vinte livros e é considerado uma figura central importante no movimento libertário americano. Na construção do conceito da Escola Austríaca de ordem espontânea, ele apóia um mercado livre na produção de dinheiro e faz uma extensa condenação ao planejamento central, Rothbard defendia a abolição do coercitivo controle do governo sobre a sociedade e a economia. Ele considerou o monopólio da força do governo o maior perigo à liberdade e à longo prazo danoso para o bem-estar da população, a rotulagem do Estado, como nada mais do que uma "gangue de ladrões em larga escala", o locus dos mais imorais, sanguessuga e covil de indivíduos sem escrúpulos em qualquer sociedade. Rothbard concluiu que todos os serviços prestados pelo monopólio dos governos poderiam ser fornecidos de forma mais eficiente pelo setor privado. Ele previu e definiu os muitos regulamentos e leis promulgadas ostensivamente para o "interesse público", como ação de auto-interesse e manutenção do poder por parte dos burocratas do governo tramando perigosamente engajar-se em livre auto-engrandecimento, pois eles não estavam sujeitos à disciplina de mercado . Rothbard considerou que sempre há ineficiência em tudo envolvido com os serviços de governo e afirmou que as disciplinas de mercado iriam eliminá-los se os serviços pudessem ser fornecidos pela concorrência no setor privado. Rothbard igualmente condenou o corporativismo de Estado. Criticou muitos casos em que as elites empresariais cooptando poder de monopólios do governo de modo a influenciar leis e políticas regulatórias de forma a beneficiando-los à custa de seus rivais competitivos. Ele argumentou que a tributação representa roubo coercitivo em grande escala, e "obrigatório monopólio da força ", que proíbe a contratação mais eficiente e voluntária de defesa e serviços judiciais de fornecedores concorrentes. Ele também considerou os bancos centrais e bancos de reservas fracionárias em regime de monopólio, sistema de dinheiro fiduciário uma forma de estado-patrocinado, fraude financeira legalizada, uma antítese ao pensamento libertário e os princípios de ética. Rothbard se opõe as influências militares, políticas e intervencionismo econômico nos assuntos das outras nações.

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    Nova York, Estados Unidos

    Murray Newton Rothbard