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    A História de Biafra - O Nascimento de um Mito Africano

    Frederick Forsyth

    Record
    1977
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.4
    33 avaliações
    Leram80Lendo2Querem70Relendo0Abandonos5Resenhas2
    Favoritos3Desejados70Avaliaram33

    "Nada pode nem jamais poderá atenuar a injustiça e a brutalidade perpetradas contra o povo biafrense, nada pode nem jamais poderá atenuar a indignidade da participação ativa, embora indireta, de um governo britânico..." "Os vitoriosos escrevem a história e os biafrenses perdem. A conveniência muda as opiniões... e a recordação de Biafra e do que lá se perpetrou permanecem inconvenientes para muita gente." A guerra civil nigeriana no final da década de 1960 foi uma das primeiras ocasiões quando consciências ocidentais foram despertadas e profundamente ofendidas pelo nível do sofrimento e da escala de atrocidade sendo jogados para fora do continente africano. Isto foi graças não só aos avanços em tecnologia de comunicação, mas a coragem e a habilidade jornalística dos correspondentes, tais como Frederick Forsyth, que já tinha ganhado uma reputação invejável pela sua tenacidade e precisão, trabalhando para a Reuters e BBC. Em A História de Biafra, seu primeiro livro, o autor tomou uma postura fortemente biafrense, revelando a profundidade do envolvimento ativo do governo britânico, que muitos até agora prefeririam que permanecesse em segredo. Genocídio não é uma palavra bonita, mas não há nenhuma outra maneira de descrever o tratamento do General Gowon para com o povo de Biafra, facilitado por um suprimento de armas britânicas e conselhos. Que Forsyth teve a coragem de assumir o estabelecimento não foi surpresa nenhuma para os que o conheciam então. Ainda é relevante esta obra em termos das lições que oferece, muitos das quais, trágicas, é também significativa. Frederick Forsyth em sua carreira literária de enorme sucesso, teve como material de fundo para Cães de Guerra exatamente seu testemunho in loco do que ocorreu em Biafra. A combinação de acontecimentos dramáticos e chocantes às exposições faz A História de Biafra tanto gerar a percepção do estilo franco e perspicaz do autor como obriga uma leitura do Hoje e a realidade presente no Mundo, exatamente como quando o livro foi escrito primeiro.

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    Marisa Ratcov Siqueira Ribeiro picture
    Marisa Ratcov Siqueira Ribeiro10/06/2009Resenhou um livro
    0

    triste história real

    Sabe a batida frase, se amassar pinga sangue? Usada geralmente para os jornais com mensagens sensacionalistas das páginas com notícias criminosas? Aqui, o livro tem este teor. Pinga sangue, verte sangue, a cada página lida. Poderia ser um livro todinho em branco e vermelho. Pois, mais sangrento, mais cruel, impossível. Como acompanhei, em tempo real, muito pequena, ao que o livro relata, numas poucas cenas televisionadas, relembrei agora, delas, mais madura, a tal campanha pelo mundo que alertou para os horrores na África. As pessoas ficaram chocadas, enojadas. Algumas agiram. Ocasionalmente. Veja bem, preocupamo-nos um pouco, sim, com o problema alheio. Um pouco. Ainda hoje, comovemo-nos superficialmente com os horrores alheios quando divulgados "nas mídias" competentes - porém, esta leitura difícil e crua, sem qualquer charme, choca, fere, pontuando a carnificina, sem retoques, maquiagem, beleza ou delicadeza. Leitura obrigatória. Impressionante. O mundo ao qual pertencemos tem histórias como a de Biafra. Histórias que graças ao livro em questão, não serão esquecidas, porque escritas com sangue/tinta, ficarão marcadas, em nossas mentes/folhas. Uns lêem, absorvem. Outros, lêem, esquecem. O pior, depois de ler é introduzir a questão em nós mesmos: o que fazer? E, diante da nossa impotência induzida, perceber que o incômodo é ligeiro. Importamo-nos muito pouco realmente. Aceitamos muito mais que detestamos. E, o mundo gira, apesar de tudo. Apesar dos livros. (ainda penso muito sobre isso)

    1 curtida

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    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas6%
    Frederick Forsyth profile picture

    Frederick Forsyth

    Piloto, agente secreto, jornalista e escritor, Frederick Forsyth foi educado na Tondridge School, e depois na Universidade de Granada, na Espanha. Aos 19 anos, começou a servir a RAF (Royal Air Force) como um dos mais jovens pilotos, tendo servido até 1958. Depois começou a trabalhar no Eastern Daily Press como repórter. Em 1961, se tornou correspondente da Reuters em Paris. Trabalhou também na Alemanha Oriental e na Tchecoslováquia. Retornando a Londres em 1965, trabalhou como repórter de rádio e televisão na BBC, o que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer a fundo os grandes dramas da política internacional. Essa experiência no jornalismo o ensinou a ser minucioso e preocupado com as verdades históricas. Utilizando o trabalho de correspondente diplomático assistente, cobriu o lado biafrense da guerra entre a Nigéria e Biafra de julho a setembro de 1967, além de iniciar suas tarefas como espião britânico, confirmadas pelo próprio autor em sua autobiografia. Foi este trabalho e a pesquisa relacionada que interessaram a ele como verdade histórica. Em 1968, deixou a BBC para retornar para Biafra e cobriu a guerra, primeiro como freelance e depois para o Daily Express e para a revista Time. Em 1969, Forsyth escreveu A História De Biafra: O Nascimento de um Mito Africano sendo que a maior parte do livro foi escrita durante o mês de janeiro de 1969, e sobre o evento, o autor declarou: "Nada pode nem jamais poderá atenuar a injustiça e a brutalidade perpetradas contra o povo biafrense, nada pode nem jamais poderá atenuar a indignidade da participação ativa, embora indireta, de um governo britânico..." "Os vitoriosos escrevem a história e os biafrenses perdem. A conveniência muda as opiniões... e a recordação de Biafra e do que lá se perpetrou permanecem inconvenientes para muita gente." Em 1970, após nove anos de intensa carreira jornalística, Forsyth decidiu escrever um livro onde poria à prova os métodos de investigação da carreira de repórter e de agente secreto. Escolheu um tema romanesco e de certo modo misterioso: as tentativas da extrema direita francesa de assassinar o General Charles De Gaulle, presenciadas por Forsyth em 1962 em Paris. Nasceria assim, o primeiro de sua longa lista de sucessos: O Dia do Chacal. Confirmando as suspeitas de muitos fãs de seus romances de espionagem, em 2015 Forsyth reconheceu em sua autobiografia que trabalhou como espião do serviço de Inteligência Exterior do Reino Unido, o MI6, durante duas décadas­­. Suas andanças como espião começaram durante a guerra de Biafra (Nigéria), de 1967 a 1970, quando agentes de inteligência se aproximaram “para ver se podia contar o que estava acontecendo”, segundo relata Forsyth. “No último ano da guerra mandei tanto notícias aos veículos de comunicação como informes adicionais a meu novo amigo”, conta. Forsyth aceitou comprovar para o MI6 se, ao contrário do que dizia o próprio Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, “estavam morrendo crianças pelas mãos da ditadura de Lagos”, de acordo com a BBC. O romancista diz que não cobrou honorários por esse trabalho específico. “Tratava-se de um ato voluntário em um ambiente que era, naquela época, muito diferente, com a Guerra Fria a todo vapor”, afirmou o escritor. Que, no entanto, recebeu como contrapartida o consentimento do MI6 para introduzir suas experiências reais como espião em seus livros. “Me diziam para mandar as páginas para eles para que aprovassem ou censurassem. De forma geral a resposta era ‘OK, Freddie!’”, afirma Forsyth. Em "O quarto protocolo" omitiu como detonar uma arma nuclear, após a revisão do original pelo MI6. "Não queriam que ninguém fizesse aquilo.", explicou. Forsyth permaneceu trabalhando para o MI6 até pelo menos o ano de 1987. A lista de thrillers que escreveu após o grande sucesso de O Dia do Chacal o tornou um best-seller internacionalmente reconhecido. Especializou-se em romances envolvendo espionagem e política internacional. Com O Fantasma de Manhattan, flertou com romances de suspense, mas o resultado foi decepcionante para seus antigos leitores. Estão entre seus grandes livros os romances A Alternativa do Diabo, Dossiê Odessa e O Quarto Protocolo, Frederick Forsyth fala francês, alemão e espanhol fluentes, e viajou por toda a Europa, Oriente Médio e África, e estas experiências podem ser vistas na autenticidade dos seus livros. Em 10 de setembro de 2015, a autobiografia de Forsyth, 'The Outsider: minha vida em intrigas', foi publicada. Em 2016, Frederick Forsyth revelou que vai parar de escrever ficção porque sua mulher o considera muito velho para viajar pelo mundo atrás de informações. "Estou cansado e não posso ficar em meu escritório para escrever romances", disse o autor. Após sua última viagem à Somália para obter informações para o livro "A lista", Forsyth conta que sua esposa afirmou: "Você está muito velho, estes locais são muito perigosos e você não corre tão rápido como antes". Forsyth, que sempre utilizou máquina de escrever, disse que tentou pesquisar informações sobre a Somália na internet, mas que ficou muito "insatisfeito" com os resultados.

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