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    Toda poesia -

    Paulo Leminski

    Companhia das Letras
    2013
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9788535922233
    Português Brasileiro
    4.3
    7585 avaliações
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    Entre haikais e canções, poemas concretos e líricos, Toda poesia percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano e revela por que Paulo Leminski é um dos poetas brasileiros mais lidos das últimas décadas. Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes construções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada "geração mimeógrafo". Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia - do Ocidente e do Oriente -, por outro parecia comprazer-se em mostrar um "à vontade" que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre sua estreia na poesia, em 1976, e sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica. Não à toa, um dos títulos mais felizes de sua bibliografia é Caprichos & relaxos: uma fórmula e um programa poético encapsulados com maestria. Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao "samurai malandro", que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura - para a inteligência e a sensibilidade.

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    Arsenio Meira24/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Incenso Fosse Música

    isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além PAULO LEMINSKI Leminski, aos 19 anos (em 1963) e sem ser convidado, pediu a palavra no meio de um Congresso, comandado por altos intelectuais, no caso os bambas/mestres da Poesia Concreta (os irmãos Campos, Pignatari e etc). E naquele momento, quem era mestre, de repente aprendeu. Poeta gigantesco, tradutor de Whitman, Joyce, Lennon (era fissuradíssimo nos Beatles), Mishima e Beckett, redator publicitário, letrista (escreveu letra de música com Caetano, mas com Guilherme Arantes também: quem foi que disse, que eles podem vir aqui?! NAS ESTRELAS FAZER XIXI, XIXI!). E mais: escreveu breves, mas consistentes, biografias de Cruz e Souza, Lennon, Bachô e Jesus Cristo. Paulo arriscou também um romance: Catatau, uma obra até badalada pela crítica. Mas aí são outros quinhentos: é experimentalismo demais pra minha cabeça. Foi autor de livros infanto-juvenis e morreu em 1989 (morreu mesmo?), com a mesma idade de Fernando Pessoa. Causas idênticas. Cirrose hepática. Casado durante 21 anos com a poeta Alice Ruiz, que lhe deu três filhos (Miguel, Áurea e Estrela) e com quem conheceu o lado único do amor. Um dos ícones da poesia brasileira, forjada nos anos 70, conhecida como poesia marginal. O termo marginal (ou magistral, como diria Chacal), polêmico desde o embrião, rendeu ensejo aos mais variados significados: marginais da vida política do país, marginais do mercado editorial, e sobretudo, marginais do cânone literário. Foi uma geração (a dele, de Chacal, Ana Cristina César, e tantos outros), que cresceu despretensiosa. Mas os versos que escreveram colocaram em pauta questões graves e relevantes: o ethos de uma geração sacaneada pelo cerceamento de suas possibilidades de expressão graças ao crivo violento da censura e da repressão militar. Obviamente, na época, bradaram os críticos obsequiosos e babacas: vocês não prestam! No entanto, Leminski e cia. mandaram esses críticos à merda. E a própria historia pôde nos surpreender: hoje, a poesia marginal é reconhecida pela historiografia literária, como a expressão por excelência da poética dos anos 70 no Brasil. E Leminski sabia latim, mas era cachorro-louco (alcunha de sua própria autoria), escrevia em guardanapos, em bares, táxis, viadutos, em pé, sentado no meio fio, sóbrio como um menino, ou mesmo dentro de uma garrafa. Poemas rápidos, geniais, cortantes, fatais. Haicais mortais no entediante mundo do desatento leitor. Chorou a morte do filho, causada por leucemia, 1979. Foi o que detonou a sua devastação. Pois a tragédia deu-se quando ele estava começando a ficar limpo, numa árdua batalha contra o álcool. Sangrou pra sempre, mas Leminski renasce cotidianamente e aproxima a terra do Sol, compõe o verde e rasga a palavra mentira. Leminski, que lá de cima nos vê. Sorri. De mãos dadas com o filho Miguel. Olha demoradamente Alice, contempla Áurea e brinca com Estrela. Troca uma ideia com Drummond, joga conversa fora com Cacaso, abraça Quintana, aperta solenemente as mãos de João Cabral, não tira o olho de Ana Cristina, e acena pra nós, apontando um caminho de pó e esperança.

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    Paulo Leminski Filho profile picture

    Paulo Leminski Filho

    Paulo Leminski Filho foi um escritor, poeta, tradutor e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô. Filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes. Mestiço de pai polonês com mãe negra, Paulo Leminski Filho sempre chamou a atenção por sua intelectualidade, cultura e genialidade. Estava sempre à beira de uma explosão e assim produziu muito. É dono de uma extensa e relevante obra. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais, trocadilhos, ou brincando com ditados populares. Em 1958, aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e lá ficou o ano inteiro. Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras. Leminski casou-se, aos dezessete anos, com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa (da qual se separou em 1968). Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, em São Paulo, porta-voz da poesia concreta paulista. Em 1965, tornou-se professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, e também era professor de judô. Classificado em 1966 em primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna. Casou-se em 1968 com a também poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante vinte anos. Algum tempo depois de começarem a namorar, Leminski e Alice foram morar com a primeira mulher do poeta e seu namorado, em uma espécie de comunidade hippie. Ficaram lá por mais de um ano, e só saíram com a chegada do primeiro de seus três filhos: Miguel Ângelo (que morreu com dez anos de idade, vítima de um linfoma). Eles também tiveram duas meninas, Áurea (homenagem a sua mãe) e Estrela. De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário. Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970. Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas - como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou

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    Paulo Leminski Filho