Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores1
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Vocabulário das Sombras -

    Flávio Chaves

    Inojosa
    1990
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    1 avaliação
    Leram0Lendo0Querem1Relendo0Abandonos0Resenhas0
    Favoritos0Desejados1Avaliaram1

    O JOGO DA POESIA (Maria de Lourdes Hortas) Perguntar a um poeta para que serve a poesia, talvez seja o mesmo que perguntar a Deus para que serve a vida. E o que é um poeta? Flávio Chaves diz; "Num biró noturno/ despacho a poesia". Com estes versos, assume seu ofício de poeta, procurando responder às interrogações que, como um rio, vêm atravessando os arcos do tempo: "Ao partir de mim não me dou limite todos os instantes separo-me de mim mesmo e consigo tocar a aventura e as estrelas". Cada livro de poesia é um cubo, se acrescentando ao grade "puzlle". No entanto, somente os poetas que tem em um tom próprio, conseguem inserir-se no jogo da poesia. Esse é, sem dúvida, o caso de Flávio Chaves. "expondo, palmo a palmo" sua "paisagem oculta", infiltra-se no indecifrável e constantemente visita os outros sem meu corpo estar em mim. Desse modo, embora as metáforas, as imagens e as alegorias tenham um nítido contorno autobiográfico, a poesia de Flávio Chaves inscreve-se muito além do mero registro ou inventário de sentimentos. Em outras palavras: embora as figurações da sua poesia sejam arremessadas dos calabouços interiores, vão curvar-se, como flechas, na realidade, fazendo-a sangrar. Na tentativa de se definir, Flávio Chaves redefine o próprio poeta. De tal modo que, não obstante a organização que o autor dá aos poemas deste livro, agrupando-os em três cadernos, parece-me que estamos diante de um único texto, onde as fronteiras entre prosa e poesia se diluem, numa assimilação dos processos mais atuais da linguagem literária. E, nesse longo texto, como personagem-narrador, Flávio Chaves não se situa de forma individual. Pelo contrário: fala-nos do controvertido personagem-poeta do nossos dias ser isolado, carregando o se destino no cenário deserto das "avenidas de navalhas" das grandes cidades. O texto poético é, pois, o cenário, onde se fundem o mundo interior e exterior, do mesmo modo que se entrelaçam o presente e o pretérito. Nele, o "clown" de todas as épocas, volta a representar o seu drama, doante de uma "platéia de homens noturnos", equilibrando-se na beira do abismo, onde procura as raízes da pureza primitiva: "enquanto houver platéia de homens noturnos deglutindo prato de pedras com palhas de desencanto assim nunca adormeço como quem morre mas como quem com o sonho projeta um catavento de flores e granitos (...)" Constata-se, assim, mais uma vez, que a obra de arte, para veicular uma notícia social, prescinde do enfoque linear das óbvias estruturas sócio-políticas. Numa época essencialmente científica e tecnológica, num tempo de tanta urgência e emoções descartáveis, o poeta continua a debruçar-se em sua mesa, dentro da noite, extraindo do silêncio a resposta para o enigma da existência. Expressão contundente de uma gomorra mergulhada em pestes e castigos, este longo poema é um "clarim noturno", ecoando pelos "bastidores do abismo atônito", às portas do apocalipse. Captando na vertigem da escrita a própria vertigem do carrossel que a transporta, a poesia de Flávio Chaves, desencadeada em ritmo convulsivo, confirma-nos que o lirismo continua sendo a notícia mais nítida que os seres humanos deixam de sipara os que seguirem: "Um descanso aceso aporta nesta ponte desolada que agora sou"

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 1
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%