Em Atenas, há quase dois milênios e meio, havia um homem de 70 anos de idade, que se mostrou sábio e corajoso. Na sua mão direita ele segura um cálice, e na presença de amigos e discípulos bebe o conteúdo como se fosse um trago de cachaça. Ele faz algum comentário sobre o gosto meio amargo, devolve o cálice e deita-se para morrer. Esse foi Sócrates, um esteio da filosofia grega. Ele foi condenado a beber um cálice com cicuta, veneno mortal extraído de plantas. A incomodada sociedade influente de Atenas não suportou suas palavras e o condenou à morte, em um processo onde questões de menor valor foram colocadas como sendo de maior importância.



