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    Da Alma - De Anima

    Aristóteles

    Edipro
    2011
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788572837613
    Português Brasileiro
    4
    131 avaliações
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    Favoritos3Desejados408Avaliaram131

    Yuch (psykhe) - Alma - é, para Aristóteles, o princípio vital de todo ser vivo, animal ou planta, ou, em outros termos, o princípio que Anima os corpos dos seres vivos. Portanto, a análise contida neste tratado não é de fundo religioso, mas de fundo físico, metafísico e biológico. Aristóteles apenas tangencia ligeiramente a questão da separação e sobrevivência da Alma fora do corpo, não entrando, em absoluto, no mérito dessa questão. Embora o termo "psicologia" tenha sido cunhado somente no século XVI, assim aconteceu em função dos conteúdos de Da Alma e dos oito pequenos tratados que lhe dão sequência (conhecidos pelo título geral latino Parva Naturalia). Aristóteles é, portanto, a despeito dos desenvolvimentos, transformações e ampliações da psicologia moderna e contemporânea, o fundador da psicologia, como foi de tantas outras ciências. Com o objetivo de analisar os principais problemas relacionados à Alma, Aristóteles discute a imaginação e o pensamento, além das relações entre sensação e intelecto, apresentando suas teorias do intelecto ativo e do intelecto passivo. Esta obra não interessa apenas aos psicólogos e psicanalistas, mas também a físicos, zoólogos, botânicos, metafísicos e a todos que, de um modo ou de outro, estudam o fenômeno da vida ou sobre ele ponderam. Obra traduzida diretamente do grego pelo mestre helenista Edson Bini, traz texto integral e numeração da Edição referencial de I. Bekker de 1831, que se mostra útil e indispensável para facilitar as consultas.

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    Paulo Gomes picture
    Paulo Gomes30/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ótima edição da Editora 34

    Esta edição da Editora 34 está realmente caprichada. Há um ensaio introdutório, sumário analítico, léxico e notas minuciosas que explicam com detalhes o texto aristotélico. Os estudiosos mais exigentes sentirão falta do texto original grego, o que para mim não foi um problema, pois conheço somente algumas expressões básica da língua. Se Platão distinguiu 3 funções da psyché, uma alma concupiscível, uma irascível e uma intelectiva, Aristóteles, analisando os seres vivos e suas características biológicas e psicológicas, apresenta nesta obra a distinção entre alma vegetativa, sensitiva e intelectiva (ou racional). A obra é divida em 3 partes, chamadas de Livros. No Livro I, Aristóteles apresenta o “estado da arte”, discorrendo sobre o que seus antecessores pensaram ser a alma. Havia predominantemente duas opiniões dominantes: a alma é o que faz mover e a alma é a percepção sensível. No Livro II, o estagirita apresenta sua definição de alma: primeira atualidade de um corpo natural que tem em potência vida; primeira atualidade do corpo natural orgânico. As faculdades da alma são de caráter vegetativo, como nascimento, nutrição e crescimento (plantas); sensitivo-motor, como sensação e movimento (animais); e intelectiva ou racional (homem). No Livro III, Aristóteles discorre sobre a alma intelectiva, que possui o poder do pensamento científico – que tem como objeto a verdade em si mesma – e o poder de deliberação – que objetiva a verdade em razão de finalidades práticas e sensatas. O intelecto (nous) preexiste ao corpo e é imortal. Há dois fatores que fazem mover: o intelecto e o desejo. Na medida em que o animal é capaz de desejar, por isso mesmo ele é capaz de se mover. Mas ele não é capaz de desejar sem imaginação e toda imaginação ou é raciocinativa ou perceptiva. Não é uma obra de fácil assimilação. De acordo com o que já estudei sobre filosofia grega, penso que as obras “Ética a Nicômaco” e “Política” são as portas de entrada mais acessíveis ao pensamento Aristotélico. Até mesmo a “Metafísica” consegui compreender melhor. Pretendo retornar ao texto do “De anima” em outras oportunidades.

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