A Lua da Verdade -

    Isaías Pessotti

    Editora 34
    2013
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788573260809
    Português Brasileiro

    Uma instigante aventura histórica! A Lua da Verdade é o terceiro romance de Isaías Pessotti. O texto é um misto de suspense e mistério sobre um fato ocorrido na época da Inquisição (em 1620) e uma trama paralela contemporânea: o jovem romancista, Eugênio, saindo do Brasil, em busca de material para seu futuro romance sobre a Inquisição em Portugal, viaja a bordo do charmoso transatlântico Provence, no período de vigência do regime civil-militar brasileiro (1966), rumo à Lisboa e Évora, do século XVII, sob ameaça da Inquisição. O leitor se prende no livro para saber o desenrolar da trama que acontece no passado histórico da Contra Reforma, na Universidade de Évora sob a égide da Companhia de Jesus: a propagação das ideias do Sistema Heliocêntrico — defendidas por Copérnico, Galileu e pela protagonista do processo movido pela Santa Inquisição, Anna de Praga, em Lisboa, Évora e na Holanda — punham em xeque os dogmas mantidos pela Igreja. Finalmente, a imagem das várias fases da lua reverbera no bordão de um dos personagens secundários ("O máximo de verdade que podemos ter é a verdade das aparências"), como símbolo de uma outra verdade, ou melhor, da possibilidade de várias verdades e da necessidade de uma visão, luz reveladora, mais abrangente possível sobre uma determinada questão ou assunto, para se pensar a nossa própria realidade.

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    André Brooking Negrão10/06/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    As Aparências e a Verdade

    O texto é um misto de mistério sobre um fato ocorrido na época da Inquisicão Portuguesa e uma trama paralela contemporânea. Gostei do quanto o autor/narrador nos informa sobre este trecho da história de Portugal e, mais especificamente, do interesse da Igreja Católica em abafar aqueles que defendiam a teoria heliocentrista. Li outros romances deste autor e confesso que me agradaram mais. A trama contemporânea, particularmente, os romances do narrador são pouco verossímeis, talvez a crítica maior do livro. Leitura fácil, ficamos presos no livro para saber o desenrolar da trama que se passa na Idade Média. Finalmente, a imagem das várias fases da lua, reverbera no bordão de um dos personagens secundários, como símbolo de uma outra verdade, ou melhor, da possibilidade de várias verdades ou a necessidade de uma visão o mais abrangente sobre um assunto é bonita e útil para se pensar a nossa realidade.

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