Passou, já era (Série Cantadas Literárias) -

    Susan E. Hinton, S. E. Hinton

    Editora Brasiliense, (SP)
    1990
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-10: 8511181695
    Português Brasileiro

    Olhei para uns pivetes de doze, treze anos, bancando os idiotas - fumando, tentando impressionar, se empurrando e xingando. Aí lembrei da gente, Mark e eu, aos doze anos, fumando adoidado, fazendo palhaçada na rua, esperando que alguém - normalmente uma garota de cabelo comprido - reparasse em nós e visse como éramos bacanas. De repente me senti com uns cem anos, ou pelo menos trinta. Será que com vinte anos ia me achar muito idiota aos dezesseis? Com doze a gente se achava o máximo, tinha a maior certeza de ser a coisa mais legal que já tinha pintado na cidade. Agora já não tínhamos tanta certeza.

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    Maria Ferreira09/03/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Passou, já era mesmo. Não tem mais volta.

    Neste livro, a história é narrada em primeira pessoa por Brayon e ele nos conta sobre seus amigos, sua família, sua vida, seus amores e sua condição social. Mark, pode-se dizer, é o segundo personagem principal desse livro. Ele passou a morar na casa de Brayon logo após a morte de seus pais. Foi acolhido como um filho pela mãe dele e ele e Brayon sempre foram melhores amigos, quase irmãos. No livro também é retrata o preconceito que os hippies tinham que enfrentar. Não só da sociedade, mas também de seus familiares. Exemplo disso, é um dos amigos de Brayon, apelidado de MM, por sempre estar com um saquinho desses doces na mão. MM tem cabelos longos, é inteligente, tira notas boas na escola, sempre ajuda os amigos com o que pode, ajuda em casa cuidando dos irmãos menores, tudo naquela vibe paz e amor. No entanto, seu pai sempre implicava com ele por conta do cabelo. Para ajudar me casa, Brayon começa a procurar emprego e nesse meio tempo, revê a irmã de MM, Cathy, que estava morando fora. Os dois começam a sair e passam a namorar. Por causa desse namoro, Brayon amadureceu e algumas certezas mudaram de lugar. Este é o segundo livro publicado pela autora Susan Eloise Hinton. O que impressiona é a forma como ela aborda tão nitidamente a juventude dos anos 60 e representa tão bem a forma como a sociedade era dividida entre socs, os ricos e os greasers, os pobres e marginalizados. o livro é uma importante lição e como a sociedade é eliminatória, separatista e principalmente, injusta. Além disso, nos faz pensar nas escolhas que fazemos. Com isso, concluo afirmando ao ler um livro da Susan é impossível não se interessar por outros. Foi o que aconteceu comigo, que mesmo não tendo muito interesse em infantojuvenis, li outro livros dela e posso afirmar que vale muito a pena.

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