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    Extinção - Uma derrocada

    Thomas Bernhard

    Assírio & Alvim
    2004
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9789723709254
    Português
    4.4
    99 avaliações
    Leram147Lendo10Querem333Relendo1Abandonos5Resenhas15
    Favoritos0Desejados333Avaliaram99

    Extinção é não só o último romance publicado por Thomas Bernhard, mas também o mais longo e aquele em que se concentram, de uma forma mais depurada e mais límpida, as ideias fundamentais do famoso escritor austríaco e se desenha com maior perfeição a sua estética literária. É assim uma espécie de cúpula do edifício de prosa narrativa por ele construído ao longo dos anos – em grande parte atormentados pela doença – da sua relativamente breve existência (1931-1989) e que constitui a parte fundamental da sua obra.

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    Resenhas (15)Ver mais
    João Guilherme Gurgel picture
    João Guilherme Gurgel04/09/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quem desdenha quer comprar

    Sou contra qualquer tipo de inicialização prévia a um autor, - em outras palavras, gosto de conhecer um autor, simplesmente, o lendo, crendo ser assim o melhor meio de se afeiçoar (ou desgostar) da escrita de alguém. Com Bernhard, o caso é um pouco diferente. Nesta resenha, eis os porquês. O primeiro pressuposto é saber que ele não marca parágrafos (duma maneira que lembra Saramago e László Krasznahorkai). O segundo é que ele não marca capítulos. Terceiro, que seus diálogos são demarcados somente, e friso o somente, por, ao final da frase, ter a palavra *disse*. E quarto é que ele não poupa de repetição de vocabulário. E nada dito no parágrafo anterior torna-o um autor ruim. Do contrário, Bernhard foi um dos mais geniais narradores da segunda metade do século passado. Este livro, por sua vez, como todo bom livro, é inclassificável, quase indescritível; é sempre um desafio falar de bons livros, uma vez que a obra fala por si só e, assim, é impossível descrevê-la ou tentar explica-la, quiçá falar a respeito sobre ela; é única. É uma leitura obrigatória a todos os fãs de submundos, de histórias que vão engordando, engordando, até subitamente explodirem. Não que seja uma leitura fácil; é fundamental nos afeiçoarmos pelo narrador (por mais pedante que o seja), e, agora que terminei o livro, parece que um ente querido se foi, o exato pressuposto que faz toda a história começar, Murnau, o narrador, perdendo um ente…, que não seria tão querido assim. Favoritado.

    10 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 99
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    • 4 estrelas26%
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    • 1 estrelas2%