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    And the Mountains Echoed -

    Khaled Hosseini

    Bloomsbury Publishing
    2013
    404 páginas
    13h 28m
    ISBN-13: 9781408842423
    4.2
    51 avaliações
    Leram60Lendo8Querem53Relendo0Abandonos3Resenhas3
    Favoritos0Desejados53Avaliaram51

    From the no. 1 bestselling author of The Kite Runner and A Thousand Splendid Suns, the book that readers everywhere have been waiting for: his first novel in six years.Afghanistan, 1952. Abdullah and his sister Pari live with their father and step-mother in the small village of Shadbagh. Their father, Saboor, is constantly in search of work and they struggle together through poverty and brutal winters. To Adbullah, Pari, as beautiful and sweet-natured as the fairy for which she was named, is everything. More like a parent than a brother, Abdullah will do anything for her, even trading his only pair of shoes for a feather for her treasured collection. Each night they sleep together in their cot, their skulls touching, their limbs tangled.One day the siblings journey across the desert to Kabul with their father. Pari and Abdullah have no sense of the fate that awaits them there, for the event which unfolds will tear their lives apart; sometimes a finger must be cut to save the hand.Crossing generations and continents, moving from Kabul, to Paris, to San Francisco, to the Greek island of Tinos, with profound wisdom, depth, insight and compassion, Khaled Hosseini writes about the bonds that define us and shape our lives, the ways that we help our loved ones in need, how the choices we make resonate through history, and how we are often surprised by the people closest to us

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    Amanda Marchi picture
    Amanda Marchi12/04/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    And the mountains echoed

    Este é um livro que eu comprei sem nem saber sobre o que ele falava. Khaled Hosseini pode não estar no meu TOP 5 autores favoritos, mas ele com certeza entra em um TOP 10, e isso basta para eu comprar tudo o que ele publicar sem nem ler a sinopse. Mas admito que quando eu comecei a ler este livro, tive um leve estranhamento. No começo eu me senti perdida, e até cogitei abandonar (ainda bem que não fiz isso). Este livro é composto por várias histórias paralelas de personagens que estão interligados. Se eu for resumir cada história essa resenha ficará enorme, então darei um parâmetro geral da trama principal. Vivendo em uma pequena vila perto de Cabul, no Afeganistão, há uma família muito pobre e que sofre com a falta de água e comida. Temos o pai, seus filhos Abdullah e Pari, e a sua nova esposa. Um homem orgulhoso que não aceita nenhuma ajuda de seu cunhado, que trabalha para um homem rico de Cabul – e que costumava ajudar a irmã quando a mesma era solteira. Porém, com um novo filho a caminho, o homem precisa tomar uma decisão: deixar sua família morrer ou fazer um grande sacrifício que, apesar de traumático, será benéfico para todos? Assim, através dos infantis e inocentes olhos de Abdullah, vemos como seu pai vende sua irmã mais nova, Pari, ao homem rico para quem seu tio trabalha, cuja mulher não podia ter filhos. Não fiquem ‘cara, ele vendeu a própria filha?’. Sim, é horrível, mas não é melhor dá-la para um casal rico para que ela tenha um futuro do que vê-la morrer de fome junto com o resto da família? Pois é. Edição brasileira Assim começa a primeira parte de O silêncio das montanhas, com a separação de dois irmãos inseparáveis. Nas outras histórias vemos como esse determinado momento na vida dessas duas pessoas afetaram a vida de outras e delas mesmas. Não me lembro exatamente quantas partes são no livro, mas acredito que 7. Temos o ponto de vista de Abdullah logo no começo, temos o de seu tio, temos o de Pari, o de um médico grego, o da filha de Abdullah, o de um afegão que conheceu o tio, e o de um garoto (que no começo eu achei muito aleatório) – e esses são os que tenho certeza que eu me lembro. Admito que de longe o meu ‘arco’ preferido do livro foi o narrado pelo tio, Nabi. Ele é um criado que mora na casa de seu patrão, o sr. Wahdati e sua mulher, Nila. Por quase 50 anos ele viveu naquela casa, e a sua história, para mim, é extraordinária. Ele me lembrou o Hassan, personagem de O caçador de Pipas. O criado leal que fica com o patrão até o final, e que – quase – nunca se abala. Agora o porquê de eu ter estranhado não começo. Primeiro porque é daquele tipo de história que não tem introdução. Ela já começa ‘acontecendo’ e você tem que acompanhar, e através dos diálogos já entender o que se passa e já conhecer os personagens. E eu não peguei o livro e li direto várias páginas para entender isso, no começo eu li de pouquíssimas e pouquíssimas partes, pois estava sem tempo, e isso meio que ‘estragou’ o início da leitura. Este livro também é diferente dos anteriores do Khaled, porque não segue uma história linear. Há partes que começam na década de 50, de 80 e nos anos 2000, dependendo de quem está narrando. E por não seguir um personagem até o final, eu não senti tanta conecção com determinado personagem, já que sempre mudava. E o fato é que, no meio do livro, eu fiquei pensando ‘tá, mas aonde essa história vai parar?’ já que não segue a história de um personagem principal. Não vou contar, claro, mas digamos que eu fiquei feliz com o resultado! O livro, também, não segue os outros do autor no quesito história do Afeganistão. Nos anteriores vemos muito das guerras e de suas consequências, nesta elas raramente são citadas – e seus acontecimentos não influenciam muito a narrativa. E o livro se passa em vários países, o que foi bem diferente. O que eu achei muito bom, porque senão o autor ia se tornar repetitivo e meio previsível, não é? E eu devo dizer que eu adorei como o título tem tanto a ver com a história, de um jeito mais implícito. A tradução literal seria ‘E as montanhas ecoaram’, mas a usada no livro brasileiro também faz sentido, já que para haver eco, o lugar precisa estar completamente em silêncio. E as duas se conectam com a história, cada uma de seu jeito. Vemos como a separação de Abdullah e Pari ‘ecoaram’ e deram uma forma ao futuro de cada um, assim como vemos as coisas não ditas na história e como vemos as consequências desse ‘silêncio’.

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