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    Didática -

    José Carlos Libâneo

    Cortez
    2001
    263 páginas
    8h 46m
    ISBN-10: 8524902981
    Português Brasileiro
    4
    220 avaliações
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    A didática é tratada neste livro como ramo de estudo da Pedagogia partindo dos vínculos entre finalidades sócio-políticas e pedagógicas e as bases teórico-científicas e técnicas da direção do processo de ensino e aprendizagem. O autor propõe o estudo sistemático da Didática como teoria do processo de ensino de modo a unir a preparação teórica e prática na formação profissional do professor. Constitui-se, assim, como disciplina integradora que, ao buscar os conhecimentos teóricos e práticos da Teoria da Educação, Psicologia, Sociologia e Metodologias específicas das matérias de ensino, generaliza princípios, condições e meios que são comuns e básicos para a docência de todas as matérias escola.

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    Luiz Eduardo Carvalho14/12/2021Resenhou um livro
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    "a política é pedagógica, e a pedagogia é política"

    Livro: Didática Autor: José Carlos Libâneo Já havia lido o livro "Democratização da Escola Pública - A pedagogia crítico-social dos conteúdos", que inclusive ja resenhei, é um livro que resumidamente, em termos de estrutura e conteúdo, é fraco, muito politizado  e extremamente repetitivo. Já o livro "Didática" é um livro melhor estruturado e possui conteúdos mais bem trabalhados e abrangentes, é um livro bem superior ao anterior. Neste livro ao longo dos 12 capítulos fala-se sobre a prática pedagógica, a democratização do ensino, teoria de instrução e ensino, processo de ensino, objetivos e conteúdos de ensino, métodos de ensino, avaliação escolar, aula e organização de ensino, planejamento escolar, e por fim, relação professor e aluno. É um livro muito útil tanto para quem dá aula ou é pedagogo, propriamente dito, pois menciona-se vários pormenores do processo de ensino, o que torna o livro muito positivo para essa finalidade. Entretanto cabe ressaltar que ainda que o autor seja de uma linha pedagógica progressista, tendo inclusive forte influência de toda uma ala marxista e gramscista (chega a ser mais do que evidente a leitura da realidade pela ótica da luta de classes à moda ideologia por Marx) o autor não deixa o aspecto técnico ser inferior ao aspecto político marxista, como encontrado em outros diversos autores que perdem o foco no processo de ensino ao se deixar contaminar quase que exclusivamente no caráter político, partidário, ideológico e marxista. Fora a marxização como plano de fundo da educação e alguns outros problemas, na minha opinião devem também ser destacados outros pontos: o autor por vezes, ainda que seja brasileiro e tenha exercido a função de professor, parece se desligar completamente da realidade brasileira, chegando a sugerir que um professor tenha que estar muito bem informado e atualizado, previamente, quanto aos conteúdos dos materiais didáticos, assim como também saber se precisará "completar" o conteúdo para atender a demandas minoritárias; o professor também deve conhecer a vida do aluno, seus pais, o emprego deles, os gostos dos alunos, aonde moram, sua realidade social; deve também saber se os conteúdos estão muito elevados para a compreensão da matéria e etc... pois bem, ainda que pareça legal a ideia, na prática é completamente inviável, visto que muitos professores mal possuem tempo para conseguir dar conta de suas vidas pessoais, fazer cursos e formações, por vezes tendo que trabalhar em casa para dar conta das várias escolas que dá aula... ou seja, completamente idealizado e apenas é bonito na teoria, sem ligação com a realidade. "Para a efetivação dos vínculos entre a escolarização e a luta pela democratização da sociedade, é necessário a atuação em duas frentes, a política e a pedagógica, entendendo-se que a atuação política tem caráter pedagógico e a atuação pedagógica tem caráter político. A atuação política implica o envolvimento dos educadores nos movimentos sociais e organizações sindicais e, particularmente, nas lutas organizadas em defesa da escola unitária, democrática e gratuita." (p.36) "Os professores que não tomam partido de forma consciente e crítica ante às contradições sociais acabam repassando para a prática profissional valores, ideais, concepções sobre a sociedade e sobre a criança contrários aos interesses da população majoritária da sociedade." (p. 133) É mencionado rapidamente também, o que considero alarmante, o fato de que não é mencionado com ênfase alguma qual o interesse do aluno para que ele aprenda, muito pelo contrário, é constantemente colocado que a educação aqui tem a proposta de servir ao interesse da maioria, ou seja não a do indivíduo.Também cabe ser comentado que para saber se um conteúdo é ou não importante decorre da capacidade instrumentalização do aluno no engajamento político-social, ou seja, a educação nunca é um fim em si mesma, mas um meio para determinada ação política  (obviamente orientada por um interesse de classe, partido, sindicato e etc). Considero problemático muitos pontos, mas ainda sim existe uma clara preocupação com a formação do aluno, ainda que bem contaminada de ideologia marxista. Um outro ponto que pode ser incômodo pra alguns é o fato de que Libâneo raramente tem a preocupação de citar suas fontes no decorrer do texto, fica impossível saber o que é o pensamento do autor e o que ele buscou de fundamentação, ainda que tenha uma lista de referências complementares no final de cada capítulo (não de fontes), deixando as fontes, propriamente ao final do livro. "Se a educação escolar deve exercer a sua contribuição no conjunto das lutas pela transformação da sociedade, devemos ter em mente que os conteúdos sistematizados visam instrumentalizar as crianças e jovens das camadas populares para a sua participação ativa no campo econômico, social, política e cultural. Basicamente, este é o critério que definirá que conteúdos são importantes ou não." (p. 157-158)

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    José Carlos Libâneo profile picture

    José Carlos Libâneo

    José Carlos Libâneo, nasceu em Angatuba, interior do estado de São Paulo, em 1945 e fez seus estudos iniciais e o ensino médio no Seminário Diocesano de Sorocaba (SP).Graduou-se em filosofia na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em 1966. “MESTRE” da educação escolar brasileira concluído em 1984 e “DOUTOR” em educação, posteriormente. Sua dissertação de mestrado em filosofia da educação mostra sua preocupação com as práticas pedagógicas. Em sua tese de doutora-mento, deixa isso claro e examina sobre os fundamentos teóricos e práticos do trabalho docente. Libaneo é bastante conhecido no meio educacional pelas profundas contribuições teóricas que produz na área. Articula uma reflexão crítica sobre a natureza histórico- social dos conteúdos de ensino e a própria didática de transmissão destes conhecimentos. Ele ensina pesquisa e escreve sobre assuntos de teoria da educação, Didática, política Educacional e Escola pública. É atualíssimo os seus conhecimentos e seus compromissos com o projeto político pedagógico da escola. Iniciou suas atividades profissionais em 1967, como Diretor do Ginásio Estadual Pluricurricular Experimental (SP), por seis anos. Em 1973 fundou e dirigiu por três anos o Centro de Treinamento e Formação de Professores da secretaria da Educação Estadual em Goiânia. A partir de 1975, tornou-se professor da faculdade de educação da Universidade Federal de Goiás. Libâneo E Educação – A Escola, O Professor E A Aprendizagem. Para Libâneo as necessidades educativas presentes, tornam a escola um lugar de mediação cultural, e a pedagogia, ao viabilizar a educação, é a pratica cultural intencional de produção e internalização de significados. Os alunos recebem do professor, meios de aquisição de conceitos científicos e de desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas, dois elementos da aprendizagem escolares interligados e indissociáveis. As crianças vão à escola para aprender cultura e internalizar os meios cognitivos de compreender o mundo e transformá-lo, para isso é necessário pensar – estimular a capacidade de raciocínio e julgamento, melhorar a capacidade reflexiva. A didática hoje precisa se comprometer-se com a qualidade cognitiva das aprendizagens e esta, por sua vez, está associada à aprendizagem do pensar. O professor tem papel de mediador na preparação do aluno para o pensar e para isso é fundamental que ele entenda o desenvolvimento do pensamento e que desenvolver o pensamento supõe metodologia e procedimentos sistemáticos do pensar. O ensino impulsionará o desenvolvimento das competências cognitivas, mediante a formação de conceitos teóricos. Posição Frente Às Tendências Libâneo é o autor referencia da teoria “tendências pedagógicas”, porém é a favor da tendência crítico-social dos conteúdos. Conforme ele:

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    José Carlos Libâneo