O Banquete -

    Platão

    Saraiva
    2013
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-13: 9999048977812
    Português Brasileiro

    O banquete relata a reunião de amigos da qual participaram Sócrates, Aristófanes e outros atenienses eminentes, em que se lançou uma competição para ver quem fazia a melhor definição de eros (o amor, mas também o belo) – um dos mais importantes conceitos da cultura antiga. Neste que é um dos principais diálogos de Platão, além de obra humanística fundamental para todos os interessados em pensar o estar no mundo, debatem-se noções de amizade, de decência, e – fio condutor de toda a obra platônica – também sobre o próprio ato de raciocinar.

    Edições (23)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (9)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (472)Ver mais
    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva06/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Banquete é um desses livros que marcam. Já li três vezes e bem poderia ler uma quarta. Talvez o mais famoso dos diálogos de Platão, o tema desse livro é o amor. Durante um banquete (ou simpósio), os participantes são convidados a participar de um concurso: venceria aquele que fizesse o mais belo discurso sobre o amor. Três dos discursos se destacam. No primeiro deles é feita uma distinção entre dois tipos de amor, um mais elevado e sublime e outro o mais grosseiro e vulgar. O curioso é esse amor grosseiro seria o que para a maioria das pessoas hoje representaria a essência do amor romântico, ou seja, o amor entre um homem e uma mulher. E o amor sublime, portanto, seria o amor entre os iguais, mais especificamente o amor entre homens. O mais interessante desse discurso, para mim, é mostrar o quanto o conceito do amor, longe de ser algo instintivo ou mesmo natural, foi e vem sendo construído pelo homem. O discurso que vence, é claro, é o de Sócrates. Para ele, o Amor é filho do Recurso e da Pobreza, e por isso a sua característica maior é justamente a eterna ambigüidade entre o ter e a falta, e é por isso que quando amamos nos sentimos ao mesmo tempo tão ricos e tão miseráveis. Mas o discurso que eu mais gosto, e que me fez ler o livro de novo e de novo, é na verdade um mito sobre a origem do homem. No princípio, a raça humana não era como nós: eram seres poderosíssimos, com duas cabeças, quatro braços e quatro pernas. E por serem tão poderosos, os homens ousaram demais e quiseram invadir o próprio Olimpo. Diante de tamanha audácia, a punição de Zeus foi exemplar: tomando o machado de Hefestos, partiu cada homem, mulher ou andrógino em dois. Desde então, o ser humano passou a ser incompleto. E o amor nada mais é que a busca sem fim pela metade perdida... (2002)

    174 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 5191
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%