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    Longe da árvore - Pais, filhos e a busca da identidade

    Andrew Solomon

    Companhia das Letras
    2013
    1056 páginas
    1d 11h 12m
    ISBN-13: 9788535923209
    Português Brasileiro
    4.6
    421 avaliações
    Leram576Lendo318Querem2197Relendo3Abandonos57Resenhas37
    Favoritos70Desejados2197Avaliaram421

    Diagnosticado com dislexia na infância, Andrew Solomon conta que a superação dessa deficiência só foi possível porque ele pôde contar com a paciente dedicação dos pais, em especial de sua mãe, num lar estruturado. Criado num ambiente privilegiado - a culta classe média judaica de Nova York -, Solomon sempre teve acesso a todo afeto e atenção terapêutica necessários ao tratamento. Entretanto, quando sua homossexualidade latente transpareceu na adolescência, os mesmos pais que sempre o haviam cercado de carinho e compreensão reagiram com intolerância e vergonha. Ele teve de se afastar traumaticamente da família para conseguir vivenciar a plenitude de sua identidade sexual. Muitos anos depois, para tentar entender as relações entre essas duas identidades divergentes das expectativas dos pais, e como elas puderam provocar sentimentos tão antagônicos, o autor realizou uma abrangente pesquisa sobre o universo da diversidade em famílias com filhos marcados pela excepcionalidade. Surdos, anões, portadores de síndrome de Down, autistas, esquizofrênicos, portadores de deficiências múltiplas, crianças prodígios, filhos concebidos por estupro, transgêneros e menores infratores - dez 'identidades horizontais' (isto é, divergentes dos padrões familiares, linguísticos e sociais predeterminados), sujeitas em graus distintos a influências genéticas e ambientais, compõem a constelação de temas deste magnífico tour de force sobre os sentidos de ser diferente e, principalmente, de aprender a amar e respeitar as diferenças.

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    Resenhas (37)Ver mais
    Eduardo Insaurriaga picture
    Eduardo Insaurriaga23/12/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Este livro mudou minha forma de ver a paternidade.

    Terminei de ler "Longe da Árvore" às vésperas do Natal e do nascimento da minha filha. Vi o tema e as várias indicações como uma missão a realizar, uma forma de aumentar minha visão sobre aquilo que ocorre em algum nível: os filhos são sempre diferentes da projeção imaginada pelos pais. Através de um grande número de casos e experiências, a obra retrata como é a paternidade em relações de identidade horizontal, ou seja, filhos que não possuem a mesma identidade dos pais: surdos, anões, portadores de síndrome de Down, autistas, esquizofrênicos, portadores de deficiência, prodígios, filhos de estupro, criminosos, transgêneros. Cada capítulo é um mergulho em um universo carregado de angústias, dificuldades, preconceitos, violências. E ainda assim, povoado por inúmeras histórias de um amor difícil de tangibilizar. Comecei a lê-lo com um intuito de me preparar para qualquer tipo de situação parecida que eu possa vir a enfrentar no desempenho da paternidade. À medida que a leitura avançou, senti uma grande transformação ocorrer em mim. Ganhei a percepção de que o temor de todos os pais (que seus filhos sofram, que não sejam felizes) é um fantasma eternamente presente. Não há como fugir disso. Se a iminência deste fracasso paternal nos ronda, devemos aceitar o fato e lutar com amor, companheirismo, resiliência. Mas a questão é mais profunda que uma visão mais ampla da paternidade. Imergir no mundo das pessoas que vivem com a diferença e sentir suas dores me fez enxergar mais facilmente que essa relação é facilmente extrapolada se encararmos todas as nossas relações com mais empatia. No fundo, somos todos uma grande família, em um mar de diversidade, navegável quando respeitamos o próximo. Andrew Solomon é gay, e a narrativa de sua juventude ajuda o leitor a entender como o sentir-se diferente é muito mais profundo e complexo para quem é o vetor da diferença. Sua história de como se tornou pai é uma vitória da diversidade e, acima de tudo, uma vitória do amor. "Longe da Árvore" não é fácil. Mais do que longo, o peso de cada um dos capítulos derruba e exaure o leitor, sempre jogando-o para dores ainda mais fortes. Chegar ao fundo o transforma em alguém melhor. E transforma o mundo em um lugar melhor.

    64 curtidas

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    Avaliações

    4.6 / 421
    • 5 estrelas65%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Andrew Solomon

    Andrew Solomon é um escritor nova-iorquino que escreve sobre política, cultura e psiquiatria. Ele já escreveu para publicações como The New York Times, The New Yorker e Artforum. Tornou-se bastante conhecido após publicar <i>O Demônio do Meio-Dia</i>, uma obra sobre depressão - doença enfrentada pelo próprio autor. O livro tornou-se mundialmente reconhecido, vencendo o National Book Award de 2001 e se tornando o finalista do Pulitzer Prize de 2002. Atualmente, a obra já foi traduzida para mais de 24 idiomas. Solomon vive em Nova York/Londres e frequentemente ministra palestras sobre doença mental em universidades. Ele também é ativista e filantropo nas áreas de direitos de LGBT e saúde mental.

    8 Livros
    67 Seguidores
    New York, EUA

    Andrew Solomon