The Fifth Season (ou A Quinta Estação) era um livro bastante consagrado entre os leitores de fantasias épicas dotadas de enredos complexos e personagens conturbados. Vi diversas resenhas e análises sobre o livro na maioria das redes cuja falatória orbita em livros, e já sabia que gostaria de lê-los algum dia, mas jamais havia dado continuidade a ideia. Novamente, entretanto, quando encontrei-o novamente em e-book, não pude resistir a tentação de uma história de fantasia profunda e um worldbuilding rico, principalmente por já ter contato com a prosa de N.K Jemisin através de Lua de Sangue, que me encantou em todos os sentidos.
"As pessoas que nos amam são as que mais nos machucam, afinal de contas"
Ao longo de toda a narrativa, acompanhamos três personas distintas: Damaya (uma menina vagamente deslumbrada), Syenite (uma jovem moça que compartilha uma missão) e Essun (uma mulher cujo cadáver do filho mais novo a recebera em casa). Cada uma destas três, separadas por idades conflitantes e mapas extensos, unem-se de uma forma verdadeiramente impressionante para a história em geral. A despeito do final - cujo incômodo irei comentar mais tarde na resenha - o enredo e profundidade gerais dados as personagens são muito bem dispostos, como, ouso dizer, em arcos pessoais. Eu consegui admirá-las individualmente e como um todo, e adição de outros elementos para suas jornadas são muito bons, embora não deixem de sustentar-se sozinhos. Considero The Fifth Season uma fantasia mais focada em personagens no que cenas de ação ou adrenalinas em si, embora apareçam ocasionalmente e sejam muito legais e intrigantes de serem lidas. O livro não dota-se um um propósito real até você tê-lo avançado bastante durante a narrativa. Isso pode desestimular alguns, juntamente da escrita em segunda pessoa. Para mim, funcionou perfeitamente. A escrita foi perfeita, crua e impiedosa nos momentos certos, emocionante e conflituosa quando requisitava.
"Com o calor e a pressão, ela não se decompõe; em vez disso, fica mais forte"
Agora, a construção de mundo. É complexa. Acho que muito raramente vi um sistema de magia que se abastecesse de geografia e movimentos tectônicos tanto quanto esta narrativa, e, por muitos momentos, fiquei um tanto quanto perdida com o que os personagens podem ou não fazer nos limites daquele universo. Com o tempo, fui aprendendo a apreciar e entender toda a questão das escalações de poder através dos anéis e a tecnologia, e consegui me envolver bem mais com a magia que Jemisin construía. Seu reverberar na sociedade também me deixou estática, porque é realmente um ecoar. Orogenes e as pessoas que manipulam o tectonismo através do contexto dentro da história são discriminados e maltratados ao longo da história - tanto pelos seus cuidadores quanto pela própria sociedade. A inspiração da autora está bastante presente ao longo dos eventos, seja em um hesitar num cumprimento ou sorriso hesitante, a autora soube transmiti-lo muito bem.
"É melhor um covarde vivo do que um herói morto"
Agora, meu maior problema com o encerramento. Não é nada de fatalmente errado com ele, apenas me desagradou, já que, para mim, soou um bocado quanto anti-climático. Mas talvez esta tenha sido a intenção da autora. Só sei que, graças a sua impressão, não sei que pegarei no próximo livro da série tão cedo, embora tenha adorado muito deste primeiro.
"Ela se abre a todo o poder do antigo desconhecido, e destrói o mundo"
Espero que tenha uma boa leitura.