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    Ayesha (Clássicos de Aventura) - O retorno de Ela

    Henry Rider Haggard

    Record
    2004
    510 páginas
    17h 0m
    ISBN-10: 8501069736
    Português Brasileiro
    3.6
    59 avaliações
    Leram90Lendo4Querem84Relendo1Abandonos6Resenhas1
    Favoritos10Desejados84Avaliaram59

    Neste livro, Haggard narra a nova aventura de Vincey e Holly na continuação de Ela , também parte da Coleção Clássicos de Aventura. Organizada pela carioca Heloisa Seixas, a coleção traz alguns dos principais livros de aventuras de todos os tempos em novas e esmeradas traduções. Os romances convidam o leitor a embarcar num navio e a se meter numa aventura, mesmo que às vezes tudo aconteça meio sem querer. O palco da história pode ser uma ilha deserta, a selva africana ou uma região remota da Ásia Central, e talvez, de uma hora para outra, o leitor se veja correndo atrás de algum objetivo, que tanto pode ser um tesouro quanto uma mulher. Heloisa Seixas resgata, na obra, a fascinante e exótica história desses dois exploradores ingleses na aridez da Ásia Central, por entre mosteiros budistas e imensas cordilheiras nevadas, para onde vão guiados por um sonho. A técnica narrativa de Haggard, quase torturando o leitor de tanta expectativa e fechando alguns capítulos com cenas cujo desfecho não pode esperar pelo dia seguinte, é sem dúvida o que fez dele um dos mestres da literatura de aventura.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Féli Spinelli picture
    Féli Spinelli29/01/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um épico fantástico esquecido

    Ayesha, a volta de ela, de 1905, escrito por R. Hider Haggard, é em teoria a continuação de Ela, de 1887, porém essa obra é o desfecho de uma jornada daquilo que considero o mais próximo de um romance dos mais apaixonantes que já li. Apesar de ser um livro de aventura, como seu anterior, traz consigo mensagens para além de uma simples jornada, mensagens essas que, apesar de não serem tão profundas, são recheadas de reflexões interessantes. A história continua após os acontecimentos da primeira história, nossos protagonistas Horace Holly e Leo Vincey retornam de sua aventura, atormentados pelo vazio deixado por Ayesha. Quando pareciam perder as esperanças, Leo vê Ayesha, sua amada, em um sonho onde ela o guiava pelo mundo até as regiões montanhosas da ásia central. Com esse sinal, a dupla parte em mais uma aventura de mais de 20 anos em busca de sua musa misteriosa e encantadora. Pois bem, para começar, a história é ótima, diria superior à primeira na questão narrativa. O autor não escrevera a obra devido ao sucesso da primeira, pelo contrário, já era de caso pensado uma continuação e, para além de somente “continuar” sua história, ele esperou 20 anos para então escreve-la, assim como seus personagens levaram esse mesmo tempo após sua jornada. E aqui falarei de Leo e Ayesha brevemente, ela lhe oferece o poder de governar o mundo inteiro enquanto ele somente deseja que ela seja mortal como ele. Sendo um livro que ainda bebe bastante dos bons e velhos costumes do fim do século XIX, a ideia romântica da mulher se colocar aos pés do homem é engolível. Porém, não admito ela ser a rainha de um povo inteiro que é temida e adorada por vários homens e deixar-se ser submissa a somente um. Isso tira o poder da personagem, que desde o primeiro livro é por si só bem mais interessante que os protagonistas. Leo é um péssimo personagem, ele é um britânico orgulhoso e de moral intacta que sempre zomba ou rejeita os costumes de sua amada, desdenhando-os sempre. Apesar de amá-la, ele ainda mantém esse preconceito mesmo depois do primeiro livro, como se ele só servisse para fazer papel do herói, que quem de fato faz é a própria Ayesha. Não entendo, ele é só um rosto bonito e de corpo atlético, não tendo nada a mais para oferecer. Apesar de tudo, ambos os livros são ótimos, recomendo para quem busca algo para se entreter.

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    3.6 / 59
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas20%
    • 3 estrelas41%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas7%
    Henry Rider Haggard profile picture

    Henry Rider Haggard

    Sir Henry Rider Haggard nasceu em Norfolk, Inglaterra, em 22 de junho de 1856. Seu pai, William, era advogado, e sua mãe, Ella, era escritora amadora. Enquanto seus irmãos estudaram em escolas públicas, Henry pôde freqüentar escola particular em Londres porque seu pai alimentava grandes expectativas sobre seu futuro. Com 19 anos, viajou para África do Sul onde conseguiu o cargo de secretário do governador de Natal, graças à recomendação de seu pai. Em 1878 ele se tornou oficial da Alta Corte de Transvaal. Ficou seis anos na África, fascinado pela paisagem natural, pela sociedade tribal e seu passado misterioso. Tal fascínio reflete-se no cenário de boa parte de sua obra. Retornou a Inglaterra em 1880, quando se casou com Mariana Margitson, também de Norfolk. Acompanhado da mulher, voltou a Transvaal, onde se dedicou ao cultivo da terra. Como essa região passou para o domínio holandês, voltou para a Inglaterra, onde terminou seu curso de Direito. Apesar de se formar em 1884, nunca se interessou muito pela profissão, preferindo a literatura, a agricultura e as viagens. Seu primeiro e talvez o mais famoso romance, As minas do Rei Salomão, ambientado na África, foi publicado em 1885. Fez um sucesso tão estrondoso que Haggard pôde voltar para Norfolk para se dedicar à agricultura e à literatura. Em 1887 publicou Ela e Allan Quatermain. Em 1904 publicou Cruzada (The Brethren), um romance sobre a grande tensão religiosa da época medieval. Em torno da famosa Batalha de Hattin (1187), ele desenvolve uma trama em que amor, religião e poder se entrecruzam em tensões, cuja essência permanece insolúvel até os dias de hoje. Nesse livro, sobressai o perfil do impressionante sultão Saladino, uma das personalidades mais instigantes da História. Haggard morreu em Londres em 14 de maio de 1925.

    28 Livros
    30 Seguidores
    Bradenham, Inglaterra

    Henry Rider Haggard