A emparedada da Rua Nova -

    Carneiro Vilela

    CEPE
    2013
    518 páginas
    17h 16m
    ISBN-13: 9788578581497
    Português Brasileiro

    A emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela, é narrativa folhetinesca, dramática, cheia de lances de suspense, que retrata a sociedade da época a partir de escândalo familiar: relata o caso de uma jovem burguesa, engravidada pelo namorado e que foi emparedada viva em seu próprio quarto para encobrir uma possível “vergonha familiar”. O crime foi cometido num sobrado na Rua Nova, Recife, onde hoje está localizado um prédio que, segundo o neto do escritor, tem o número 200. Sendo provavelmente, ao lado dos romances de Mário Sette, uma das mais conhecidas obras desta coleção. O próprio Lucilo Varejão Filho já havia providenciado, na década de 1980, quando foi membro do Conselho de Cultura da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, uma edição do romance, esgotada. Carneiro Vilela foi escritor prolífico, autor de 14 romances, poemas, comédias, operetas e poesias. Jornalista, publicou vários dos seus romances na forma de folhetim, como A emparedada da Rua Nova, publicado semanalmente, entre 1909 e 1912.

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    Clio09/03/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Certo, estava você lá na livraria e como quem não quer nada acha esse livro com um título promissor: A Emparedada da Rua Nova. Ainda meio reticente se surpreende que o livro não apenas faz parte da bancada nacional como tem mais de cem anos... pois é, você poderia ter desistido, mas a curiosidade foi forte demais! Primeiro de tudo, A Emparedada surpreende pois apesar de fazer parte do gênero folhetinesco, não é e é um livro sobre hexágonos (?) amorosos. Bem, toda trama tupiniquim é baseada em crimes passionais, e embora o livro tenha isso como justificativa, não é o estilo. Na verdade, a obra de Carneiro Vilela é mais uma crítica social misturada a e não que aqueles dramalhões do início do século. Violência, luxúria, ingenuidade, torpeza, tudo isso faz parte, mas lembre-se que essa é uma obra de 1900-e-guaraná-de-rolha, assim algumas coisas que hoje são comum, no livro são apenas insinuadas... e outras não. Outra coisas interessante é notar que Vilela faz um discurso violento quanto a certas instituições como a Igreja Católica, o Estado (enquanto centro de corrupção), a Polícia e mesmo o Jeitinho Brasileiro (que na época não era chamado assim), mas não apresenta realmente personagens vilanescos.

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