A emparedada da Rua Nova (Coleção Recife #31) -

    Joaquim Maria Carneiro Vilela

    Fundação de Cultura Cidade do Recife
    1984
    560 páginas
    18h 40m
    ISBN-10: 8570440154
    Português Brasileiro

    Um romance histórico, um livro mítico da literatura naturalista Pernambucana, que relata o caso de uma jovem burguesa, engravidada pelo namorado e que foi emparedada viva em seu próprio quarto, a mando de seu pai, o abastado comerciante Jaime Favais, para encobrir a vergonha familiar e preservar-lhe a honra. O crime teria sido cometido num sobrado na Rua Nova, onde hoje está localizado um prédio que, segundo o neto do escritor, tem o número 200. A obra foi editada em folhetim no Jornal Pequeno, entre 1909 e 1912, depois transformada em volume.

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    Clio09/03/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Certo, estava você lá na livraria e como quem não quer nada acha esse livro com um título promissor: A Emparedada da Rua Nova. Ainda meio reticente se surpreende que o livro não apenas faz parte da bancada nacional como tem mais de cem anos... pois é, você poderia ter desistido, mas a curiosidade foi forte demais! Primeiro de tudo, A Emparedada surpreende pois apesar de fazer parte do gênero folhetinesco, não é e é um livro sobre hexágonos (?) amorosos. Bem, toda trama tupiniquim é baseada em crimes passionais, e embora o livro tenha isso como justificativa, não é o estilo. Na verdade, a obra de Carneiro Vilela é mais uma crítica social misturada a e não que aqueles dramalhões do início do século. Violência, luxúria, ingenuidade, torpeza, tudo isso faz parte, mas lembre-se que essa é uma obra de 1900-e-guaraná-de-rolha, assim algumas coisas que hoje são comum, no livro são apenas insinuadas... e outras não. Outra coisas interessante é notar que Vilela faz um discurso violento quanto a certas instituições como a Igreja Católica, o Estado (enquanto centro de corrupção), a Polícia e mesmo o Jeitinho Brasileiro (que na época não era chamado assim), mas não apresenta realmente personagens vilanescos.

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