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    Eu servi o rei da Inglaterra -

    Bohumil Hrabal

    Companhia das Letras
    2002
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-14: 978-8535902730
    Português Brasileiro
    4
    40 avaliações
    Leram54Lendo8Querem60Relendo1Abandonos4Resenhas4
    Favoritos2Desejados60Avaliaram40

    Ditie é um homem minúsculo com grandes ambições. Às vésperas da Segunda Guerra, trabalha como ajudante de garçom num hotel de Praga e quer fazer fortuna. Adoravelmente ingênuo, Ditie é chamado a prestar serviços às belas garotas de programa do hotel, insatisfeitas sexualmente. Fica tão fascinado com o sexo quanto com a sabedoria do companheiro de trabalho, um garçom que já serviu o rei da Inglaterra. Ditie vai se deixando levar, aproveitando as oportunidades. Casa-se com uma ardente instrutora de ginástica nazista e depois da guerra concretiza o sonho de se tornar dono de um hotel de primeira classe, mas um passado colaboracionista e a instauração do comunismo na Tchecoslováquia atrapalham seus planos. As dificuldades vão levar esse homenzinho a uma compreensão mais ampla de si mesmo e o farão escrever suas memórias - este livro, esta história hilariante e pungente, erótica e profunda.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Henrique Luiz Fendrich picture
    Henrique Luiz Fendrich20/09/2021Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    É uma daquelas obras em que você precisa realmente mergulhar na cabeça do personagem, porque todo o livro é constituído pela fala dele, não há um mísero diálogo no texto, apenas parágrafo atrás de parágrafo (e eles são realmente muito grandes). Se você consegue se identificar com o relato, a coisa flui naturalmente e pode ser muito agradável, mas, do contrário, terá muita dificuldade com a leitura. Infelizmente, a segunda opção foi o meu caso. O livro tem qualquer coisa de "sonho", parece que a movimentação do personagem não obedece a um plano muito estruturado, mas que as coisas vão se sucedendo conforme o sabor do momento. Nesse sentido, há um tanto do que poderia ser chamado de surrealismo, a lembrar um pouco do nosso Campos de Carvalho, mas, a meu ver, sem o mesmo brilho. Eu preferiria que o livro desse mais destaque à atuação do personagem durante a Segunda Guerra, quando, embora tcheco, aliou-se aos nazistas por causa da sua esposa alemã. Achei que ali havia um grande mote, mas ele é apenas um dos capítulos que perfazem o livro. Este é o terceiro livro que leio do autor e foi o de que menos gostei. Nos outros, também há um estilo similar, possivelmente com mais diálogos, mas neles eu consegui realmente fazer o necessário mergulho na cabeça do personagem. Principalmente "Comboios rigorosamente vigiados", livro maravilhoso ao qual dei 5 estrelas e que não posso entender por que até hoje só foi editado em Portugal, sendo que é o original de um filme vencedor do Oscar.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4 / 40
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas53%
    • 3 estrelas10%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    Bohumil Hrabal

    Bohumil Hrabal (1914-1997) é um dos maiores escritores checos do século XX, a par de Jaroslav Hašek, Karel Capek e Milan Kundera. Eterno compincha de caneca erguida nas tabernas de Praga, amigo da boa cerveja e de gatos (a ordem é aleatória), cedo se deixou seduzir pelos encantos da capital checa. Cursou Direito, que nunca exerceu, viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, e teve um sem-fim de ofícios, nos quais beberia a inspiração para os seus livros: de ferroviário durante a guerra (Comboios Rigorosamente Vigiados, 1965, adaptado ao cinema em 1967) e prensador de papel (Uma Solidão Demasiado Ruidosa, 1976) a contraregra e telegrafista. As suas obras circularam clandestinamente após a Primavera de Praga, foram banidas e queimadas, e, a par de outros intelectuais, Bohumil Hrabal foi acossado pelo regime comunista e pelos censores do Estado. Distinguiu-se pela publicação de obras como Eu que Servi o Rei de Inglaterra (1971), A Terra Onde o Tempo Parou (1973) e Terno Bárbaro (1973), pelo humor grotesco e irreverente e pela obsessão com o discurso autêntico e pitoresco do seu povo. No seu último dia neste mundo, caiu da janela do quinto andar num hospital de Praga, ao dar de comer aos pombos.

    19 Livros
    5 Seguidores

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