Iaiá Garcia -

    Machado de Assis

    Edigraf
    1963
    222 páginas
    7h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Iaiá Garcia é o último romance da chamada fase romântica de Machado de Assis, publicado originalmente como folhetim de 1o de janeiro a 2 de março (mas não todos os dias) de 1878 no recém-lançado jornal diário O Cruzeiro, com o qual Machado também colaborou como cronista das “Notas semanais”, e publicado em livro naquele mesmo ano. Ainda fiel à tradição romântica (com que o autor romperia no romance seguinte), tem como temas a família, o amor e o casamento. Entre os elementos da trama estão o amor frustrado (entre Estela e Jorge, impossibilitado pela posição social inferior de Estela e pela consequente oposição da mãe de Jorge) e o sacrifício para tentar esquecê-lo (o alistamento para lutar na Guerra do Paraguai), o casamento por conveniência (de Estela com Luís Garcia: “em geral os casamentos começam pelo amor e acabam pela estima; nós começamos pela estima”), o primeiro amor, adolescente (de Iaiá), o triângulo amoroso (Jorge, Estela e Iaiá), a intriga (de Procópio Dias visando frustrar o casamento de Iaiá). Grande parte da trama transcorre no bairro carioca de Santa Teresa, mesmo bairro onde morava a bela Sofia em Quincas Borba e Elisiário em "Um Erradio".

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    Clio picture
    Clio02/03/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Toda vez que leio algo de Machado de Assis, uma certa expectativa de uma narrativa psicológica colorindo as primeiras páginas se apresenta... acho que o é resultado de ter tido um de seus contos mais emblemáticos, A Cartomante, como minha leitura inicial do autor. Iaiá Garcia pertence a uma leva diferente, do que os estudiosos chamam de fase final do Romantismo do autor. É possível perceber certos nuances como o amor impossível, a heroína idealizada e o conflito com o triângulo amoroso, mas francamente, é possível ver as mesmas coisas em outras obras como Dom Casmurro que é considerada Realista. As características citadas não deixam a leitura açucarada, não pense nem por um segundo que vai ler uma obra de Alencar. Iaiá Garcia traz suficiente questionamento do narrador e crítica social sobre a situação feminina para ser facilmente reconhecida pelo estilo do autor. Recomendo.

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