The Underdog -

    Markus Zusak

    Definitions
    1999
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9781849416993

    My name's Cameron Wolfe. I have a little bit of sense. I don't have much sense. My older brother Ruben gets me into plenty of trouble. I get Rube into as much trouble as he gets me into. I have a family, yes, that doesn't really function without tomato sauce. That's me. Cameron and Ruben Wolfe are brothers. They spend most of their time throwing one-handed boxing matches (they only have the one pair of gloves) and plotting to rob the local dentists. But what Cameron really wants is to meet a girl - a real girl, not like the ones in the lingerie magazines. But who could ever love an underdog like Cameron Wolfe?

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    Gabriela de Araujo Gomes picture
    Gabriela de Araujo Gomes16/11/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Há uma diferença entre J.K. Rowling e Rick Riordan que eu percebi logo no primeiro capítulo de Harry Potter. Ambas as séries possuem a ação e o mistério que te deixam na ponta da cadeira ou mesmo lendo em pé. Mas Rowling faz parecer que a história é muito maior que somente a história, te faz pensar e se importar com outras coisas e tem um profundo conhecimento de seus personagens, enquanto que as aventuras de Percy Jackson não passam disso, de aventuras: agradáveis e divertidas de ler, mas que talvez você não tire muita coisa para levar para a vida. Isso pode ser porque li Riordan quando era mais novo e agora que possuo conhecimento e sabedoria profundos, sou capaz de perceber coisas e aproveitar mais da leitura do que antes. A verdade é que a escrita de Riordan é muito mais apressada, como se a única escolha que você tem é não parar de ler, enquanto Rowling parece escrever com cuidado, e você pode ter um milhão de coisas para fazer mais prefere lê seus livros. Esta não é uma resenha comparativa entre esses dois autores, porém. É sobre o romance Morte Súbita. Mas aqui está onde eu quero chegar: J. K. Rowling não apenas conhece seus personagens: ela conhece pessoas. Por isso que eu gostei tanto dos livros de Harry Potter (embora não tivesse interesse e tenha começado a ler quando – e não porque – a poeira começou a baixar): porque me fez me importar com os personagens como poucos livros fazem, por parecerem tão... pessoas. Suas ações e emoções não são aquelas que se atribui a um cachorro; são complexas, têm um porquê e um significado. Morte Súbita é cheio desses personagens. O distrito aparentemente idílico de Pagford nunca o é, pois o leitor logo é apresentado aos seus habitantes viciosos, egocêntricos, mesquinhos, interesseiros, defeituosos. Basicamente, pessoas. Mas você e eu, como pessoas respeitáveis, decorosas, cientes de nosso dever como cidadão, que buscamos sempre fazer o bem e melhorar como seres humanos, sabemos que há muito mais do que defeitos numa pessoa. Viu o que eu fiz? Talvez tenha exagerado um pouco, mas é isso que o livro faz nas suas mais de quinhentas páginas: mostra ao leitor aquilo que ele é e diz que não é, e aquilo que ele pode ser e pensa que não é capaz; situações que com certeza aconteceram com você ou com alguém que você conhece. Aí está a intenção, o grande trunfo e a grande derrota do romance. Porque uma pessoa é muito mais que seus “defeitos”. Soma-se a eles suas “qualidades” (e divide por dois, para obter a média e dar um efeito matemático à resenha). Mas as ações dos personagens que são guiadas por amizade e não por conveniência, por exemplo, são tão poucas que eu não tenho certeza se posso identificá-las no livro; talvez por estar nas entrelinhas. (Na série de maior sucesso da autora [só para não repetir] há muito disso: personagens – do “bem” e do “mal” – tendo atitudes inconspícuas que nunca pensei que fossem ter). O livro tem personagens realmente odiáveis, outros que não fazem diferença nenhuma para você, e alguns que você sente alguma empatia. Isso não quer dizer que o livro é ruim. Basta as pessoas que dizem não gostar de um livro porque “não conseguiram se identificar com nenhum personagem”. Mesmo assim, o que acontece aqui é o oposto: dificilmente você não vai encontrar algum personagem ou situação familiar. Não sei se diria que são caricatos, por representarem cada um determinado tipo de pessoa, mas não acho que sejam, porque temos uma visão do pensamento de cada um e da complexidade de cada um. Apesar das diferenças entre eles, das fofocas e das picuinhas políticas de Pagford, é um livro agradável de se ler, que flui muito bem. Talvez não o melhor livro de sua vida, mas um que com certeza te faz pensar sobre ela. Mais um blog literário pra você ignorar:

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