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    My War Gone By, I Miss it So -

    Anthony Loyd

    Penguin
    2001
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9780140298543
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    Nothing can prepare you for Anthony Loyd's portrait of war. It is the story of the unspeakable terror and the visceral, ecstatic thrill of combat, and the lives and dreams laid to waste by the bloodiest conflict that Europe has witnessed since the Second World War. Born into a distinguished military family, Loyd was raised on the stories of his ancestors' exploits and grew up fascinated with war. Unsatisfied by a brief career in the British Army, he set out for the killing fields in Bosnia. It was there--in the midst of the roar of battle and the life-and-death struggle among the Serbs, Croatians, and Bosnian Muslims--that he would discover humanity at its worst and best. Profoundly shocking, poetic, and ultimately redemptive, this is an uncompromising look at the brutality of war and its terrifyingly seductive powe

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    Skooblover06/02/2014Resenhou um livro
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    Visão inquietante de uma guerra inquietante

    Assim como a viagem do autor, a viagem do leitor durante a leitura desse livro, é um espelho inquietante da descida ao núcleo da guerra.Nos sentimos desconfortáveis, e assim como Loyd, se por vezes o relato da carnificina de famílias, nos causa horror, é essa mesma honestidade do autor que nos permite compreender e entender o caos em que se encontrava a Bósnia. O livro não toma partido, limitando-se a descrever as atrocidades(e também da Chechenia, onde Loyd esteve)e não existem explicações para se tentar entender as causas desse ódio multi-étnico. Poucas vezes, li um livro tão honesto sobre um conflito que se estende ao pessoal, inclusive, pois Loyd não faz segredos da sua dependência química e é até impiedoso ao assumir que as guerras, para ele, são um meio de se manter "limpo" - uma fuga radical do mal estar causado pela rotina e por uma vida comum. Confesso que terminei o livro com uma sensação de náusea, uma completa descrença na possibilidade de vivermos sem guerras. Se não são por conta de motivos étnicos, então políticos e assim por diante. Eu precisava ler esse livro, porém. Assim como alguns outros que trouxe comigo dessa "viagem ao coração das trevas". Estive na Bósnia, em Sarajevo, na Croácia. Em Montenegro, ainda dominado pelos sérvios, presenciei uma discussão entre um croata e um montenegrino, que trouxe à tona o antigo ódio. Talvez a melhor resposta, seria citar a famosa frase de Joseph Conrad no seu livro “Coração das Trevas”: "oh, o horror, o horror..."

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