A Cama na Varanda - Arejando nossas ideias a respeito do amor e do sexo

    Regina Navarro Lins

    Rocco
    1999
    337 páginas
    11h 14m
    ISBN-10: 8532507050
    Português Brasileiro

    Um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90, A Cama na Varanda discute de modo revolucionário a história sexual humana, da valorização da mulher na Antiguidade ao surgimento do patriarcalismo e às novas normas sociais. Conciliando sua experiência como palestrante e professora à prática da psicanálise, Regina Navarro Lins apresenta uma combinação de levantamento histórico e exemplos do dia-a-dia que se tornou referência nos estudos sobre o comportamento humano sexual e afetivo. Nesta nova edição, revista e ampliada, a autora traz à tona uma das principais dúvidas que permeiam os relacionamentos atuais: estabilidade ou liberdade? A partir dessa questão, novas formas de amar passam a ser consideradas, fazendo com que o amor romântico, cultivado há séculos pela sociedade, comece, aos poucos, a sair de cena.

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    Carina de Luca11/09/2013Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A defesa do poliamor

    A pesquisa realizada pela autora, exposta principalmente na parte inicial da obra, é bastante interessante. Como seu objetivo é destruir a ideia de amor romântico, ela vai mostrando aos poucos que o amor, tal como o conhecemos hoje, é uma construção social. Até aí, tudo bem é interessante saber que nossos sentimentos possuem uma história, inclusive porque assim os podemos compreender melhor. Os problemas do livro começam quando a autora passa a defender que a única forma possível de romance é o poliamor (ainda que ela sempre se esquive de afirmá-lo diretamente, esta opinião está pressuposta em toda a argumentação). A escritora parece ser contrária à ideia de casal, contudo, dá exemplos de amor real, verdadeiro e profundo entre trios (recorrendo inclusive à simbologia do número 3 para comprovar esta tese). Assim, a contradição fundamental da obra é que o amor romântico acabou a menos que você esteja disposto a se abrir um pouco mais. Ora, se não existe amor romântico entre 2, como poderia existir entre 3 ou 20 pessoas? Se o objetivo da obra era eliminar o romance tal como o conhecemos e substituí-lo por relações mais leves (e levianas), a ambigüidade em torno ao conceito impede que o livro alcance sua meta. A eliminação dos problemas em relações de poliamor também soa falsa. Se o amor romântico é uma construção social, fruto de séculos, conceitos como ciúmes e posse não desaparecem de um momento para o outro. Por fim, para quem tanto insiste em defender a diversidade, faltou acreditar na existência de casais que podem ser felizes com base no modelo convencional de relação. A tentativa da autora de impor o poliamor como único modelo possível é tão censurável quanto a imposição do amor romântico que ela condena.

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