A Gaivota -

    Anton Tchékhov

    Cosacnaify
    2004
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788575033081
    Português Brasileiro

    Todo o teatro, toda a arte, toda a vida estão em "A gaivota" de Tchekhov. Não estão lá nem explícita nem retumbantemente. Vão brotando devagar, de conversa em conversa, de reflexão em reflexão até nos arrebatar por completo. Somos enredados nesse lento desvelamento da alma do artista, em toda a sua grandeza ou infinita mesquinharia. Nada foge à arte sutil e profundo do doutor Tchekhov, esse autor extraordinário que há mais de cem anos é nosso contemporâneo.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (30)Ver mais
    Raony Francisco Moraes picture
    Raony Francisco Moraes20/08/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nesta peça controversa e polêmica - ao menos para o espírito da época na qual ela fora encenada pela primeira vez, tendo custado ao autor críticas austeras - Tchékhov tece sua crítica ao teatro de sua época, elencando os sintomas de decadência não só da forma teatral mas do modo de vida da Rússia em que vivia; e mostra-nos, diferentemente de um simples crítico da negatividade, um outo teatro, pois o fracasso de sua peça deve-se, unicamente, a sua originalidade inegável. Dir-se-ia um teatro imanente à vida, que não põe em cena personagens gloriosos, heróis, vilões, mas a vida, por vezes miúda e medíocre, de pessoas comuns tentando dar jeito em suas próprias existências. Outra transvaloração do autor é no que diz respeito a estrutura da trama que não desenrrola-se mais à guisa de maniqueísmos, isto é, não são mais histórias em que o Bem e o Mal dispuntam entre si o domínio sobre o mundo, mas indivíduos vivendo suas vidas na pura inocência do devir, ou seja, sem culpa, sem o peso da culpa, daí a completa ausência de "mocinhos" e "bandidos". Não há encadeamentos causais entre os acontecimentos que se sucedem, inclusive os mais terríveis. Há tão só a vida em seus movimentos variados. Esta peça é, sem dúvida, uma chave para a nossa época e não apenas para a Rússia de Tchékhov, pois a decadência que ele pressentia é a nossa, ele fala já de um certo niilismo. Isso outros treatólogos também perceberam.

    11 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 576
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%