Muito se discute se os fantasmas mencionados em A volta do parafuso existem ou se são imaginação da governanta que narra a maior parte da história. Pessoalmente, não creio que ela tenha imaginado como resultado de "repressão sexual" (teoria de Edmund Wilson, numa época em que tornou-se 'perspicaz' explicar tudo com base em sexo, especialmente se a heroína da novela é solteira); acho que os fantasmas são reais, e o que ela narra digno de crédito.
Porém o mais impressionante nessa obra tão debatida é a arte fina de Henry James, que consegue pôr nossos cabelos em pé sem mostrar nada - nossa imaginação preenche as lacunas deixadas pelo escritor. Qualquer coisa imaginada é muito mais apavorante; e James apenas sugere em seu texto - deixando o resto por nossa conta.