Rebecca - A Mulher Inesquecível

    Daphne Du Maurier

    Companhia Editora Nacional
    1940
    383 páginas
    12h 46m
    ISBN-1: 0

    Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

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    Clio picture
    Clio09/10/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um típico romance gótico com o homem atormentado, a mocinha ingênua e a esposa louca... poderia ser facilmente deixado de lado se não fosse pelo fato de que a escrita é ótima. Com uma frase de abertura impactante, a obra de Du Maurier narra em primeira pessoa a desventura da protagonista que ao se casar com um rico homem mais velho, vê-se em um mundo para o qual não foi preparada e cujas falhas provocadas pela imaturidade levam a erros crassos de relacionamento. Rebecca, a personagem título, aparece apenas na memória e comentários dos personagens embora toda a trama seja baseada na vontade dela. Esse pode ser o maior trunfo da autora, causar no leitor a mesma sensação de incapacidade que a narradora sofre ao se ver conduzida pela superioridade daquela de quem nem mesmo chega a ser rival. Ainda não li a obra que a inspirou - ou da qual fez plágio - a brazuca, A Sucessora por Carolina Nabuco. Mas, a curiosidade está lá.

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