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    A Imortalidade -

    Milan Kundera

    Nova Fronteira
    1990
    339 páginas
    11h 18m
    ISBN-10: 8520902294
    Português Brasileiro
    4.2
    658 avaliações
    Leram1258Lendo101Querem1424Relendo4Abandonos54Resenhas37
    Favoritos69Desejados1424Avaliaram658

    Um gesto - e para Kundera os gestos são imortais - inicia o romance como um traço do perfil de Agnes, a personagem feminina marcante desta história que se passa em Paris, no século 20, mas remete o leitor ao passado e ao firmamento, através de Goethe, Beethoven, Hemingway e Napoleão.

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    Resenhas (37)Ver mais
    Bruno Alves Pinto picture
    Bruno Alves Pinto26/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Achava A Insustentável Leveza do Ser uma obra prima, mas Kundera me surpreendeu. Em A Imortalidade o autor se distingue ainda mais pelo seu estilo próprio de escrita, misturando fatos históricos, ficção e realidade - quando entra em seu próprio livro para comentá-lo - é genial! A liberdade de estilo reflete-se em liberdade de conteúdo: dirige seu romance num caminho pelo qual pode discorrer filosoficamente sobre temas inúmeros e, desta forma, convida o leitor a embarcar em seus pensamentos. Como ele mesmo explicita no livro, sem a "tensão dramática" que "transforma tudo, mesmo as mais bela páginas, mesmo as cenas e as observações mais surpreendentes, numa simples etapa que leva ao desfecho final, onde se concentra o sentido de tudo que precede". Isso liberta o leitor: se gosta da leitura lê, senão desiste e pronto, não fica preso ao apelo curioso de saber o fim.

    32 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 658
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Milan Kundera profile picture

    Milan Kundera

    Milan Kundera é um autor tcheco. Nascido no seio da erudita família de classe-média do senhor Ludvik Kundera (1891-1971), um pupilo do compositor Leoš Janáček e um importante musicólogo e pianista, o cabeça da Academia Musical de Brno de 1948 à 1961. Kundera aprendeu a tocar piano com seu pai. Posteriormente, ele também estudou musicologia. Influências e referências musicológicas podem ser encontradas através de sua obra, a ponto de poder-se encontrar notas em pauta durante o texto. O autor completou sua escola secundária em Brno, em 1948. Estudou literatura e estética na Faculdade de Artes da Universidade Charles mas, depois de dois períodos, transferiu-se para o curso de cinema da Academia de Artes Performáticas de Praga onde realizou suas primeiras leituras em produção de scrpits e direção cinematográfica. Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper seus estudos por razões políticas. Neste ano, ele e outro escritor tcheco - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista Tcheco por "atividades anti-partidárias". Trefulka descreveu o incidente em uma de suas novelas, Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas tchecos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de otimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exercito do Pacto de Varsóvia à Tchecoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975. Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Tchecoslováquia. Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o "Common Wealth Award" de Literatura (1981) e o "Prémio Jerusalém" (1985). Sua obra principal, "A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar e reconhecimento mundial. Desde então Milan Kundera nunca mais autorizou a adaptação cinematográfica dos seus romances.

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    Milan Kundera