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    A imortalidade -

    Milan Kundera

    Companhia das Letras
    2015
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9788535925289
    Português Brasileiro
    4.2
    658 avaliações
    Leram1258Lendo101Querem1424Relendo4Abandonos54Resenhas37
    Favoritos43Desejados1424Avaliaram658

    A partir do gesto que uma mulher faz a seu professor de natação quando sai da piscina, a personagem Agnes surge na mente de um autor chamado Kundera. Como a Emma de Flaubert ou a Anna de Tolstoi, a Agnes de Kundera se torna objeto de fascínio e de uma busca insondável. Ao imaginar o cotidiano dessa personagem, o narrador-autor dá corpo a um romance em sete partes, que intercala as histórias de Agnes, seu marido Paul e sua irmã Laura com uma narrativa retirada da história da literatura: a relação de Goethe e Bettina von Arnim. Com seus personagens reais e inventados, Kundera reflete sobre a vida moderna, a sociedade e a cultura ocidentais, o culto da sentimentalidade, a diferença entre essência individual e imagem pública individual, os conflitos entre realidade e aparência, as variedades de amor e de desejo sexual, a importância da fama e da celebridade, e a típica busca humana pela imortalidade. Em um diálogo ficcional entre Goethe e Hemingway, este diz “Em vez de ler meus livros, escrevem livros sobre mim.”, ao que aquele responde: “A imortalidade é um eterno processo.”. Se a morte está presente na trajetória de Agnes, também está na inclusão desses personagens já mortos, mas imortais, do cânone literário. “A morte e a imortalidade”, diz Kundera, “formam uma dupla indivisível, mais bela que Marx e Engels, que Romeu e Julieta, que Laurel e Hardy”. Com a leitura de sua obra, que explora a fundo os grandes temas da existência humana, podemos afirmar que o autor de A insustentável leveza do ser já garantiu seu lugar no panteão dos imortais. “Brilhante, mordaz, forte, hipnótico.” - The New York Times

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    Bruno Alves Pinto picture
    Bruno Alves Pinto26/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Achava A Insustentável Leveza do Ser uma obra prima, mas Kundera me surpreendeu. Em A Imortalidade o autor se distingue ainda mais pelo seu estilo próprio de escrita, misturando fatos históricos, ficção e realidade - quando entra em seu próprio livro para comentá-lo - é genial! A liberdade de estilo reflete-se em liberdade de conteúdo: dirige seu romance num caminho pelo qual pode discorrer filosoficamente sobre temas inúmeros e, desta forma, convida o leitor a embarcar em seus pensamentos. Como ele mesmo explicita no livro, sem a "tensão dramática" que "transforma tudo, mesmo as mais bela páginas, mesmo as cenas e as observações mais surpreendentes, numa simples etapa que leva ao desfecho final, onde se concentra o sentido de tudo que precede". Isso liberta o leitor: se gosta da leitura lê, senão desiste e pronto, não fica preso ao apelo curioso de saber o fim.

    32 curtidas

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