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    O Mandarim -

    Eça de Queiroz

    Paz e Terra
    2004
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-10: 8521902212
    Português Brasileiro
    3.5
    814 avaliações
    Leram1447Lendo40Querem524Relendo1Abandonos36Resenhas59
    Favoritos8Desejados524Avaliaram814

    O mandarim fala sobre a reflexão das decisões e suas consequências, num episódio repleto de fantasia e inverossimilhança, focado com espirituosa filosofia e realidade.

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    Resenhas (59)Ver mais
    Clio picture
    Clio21/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A premissa de O Mandarim já é conhecida do grande público por ser um dilema moral amplamente discutido não apenas em cursos de Filosofia e afins, mas também em outros livros, em filmes e até mesmo em músicas: "Você mataria alguém por dinheiro?" O personagem principal sim. Teodoro é o tipo preferido de Eça de Queirós - um homem com educação universitária que já foi ou é um empregado público, ou seja, alguém que deveria ser acima de qualquer suspeita, mas que na verdade é moralmente fluído. Diferente de outra obra clássica, Crime e Castigo de Dostoiévski, o enfoque da obra não é no intimismo que desnuda a alma e expõe o remorso. Teodoro não se arrepende de seu ato indecente o que ele sente é medo da represália. Apesar de toda a carga dramática do enredo, o texto é leve, quase humorístico. O autor critica a sociedade claramente, mas seu olhar é suave, gentil, quase bonachão. O deboche sempre foi marca registrada em seu estilo e aqui ele aparece em cada parágrafo. Recomendo.

    136 curtidas

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    3.5 / 814
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas3%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz