o resultado que posso tirar de todas essa reflexões é que jamais fui de fato feito para a sociedade civil, na qual tudo é constrangimento, obrigação, dever, e que minha natureza independente sempre me tornou incapaz das submissões necessárias a quem quer viver com os homens. enquanto ajo com liberdade, sou bom e faço apenas o bem; porém, assim que sinto o jugo, seja da necessidade, seja dos homens, me torno rebelde, ou melhor, insubmisso, e assim me anulo. nunca acreditei que a liberdade do homem consistisse em fazer o que quisesse, mas sim em nunca fazer o que não quisesse.

