Uma Ponte Para Passar - A Bridge for Passing

    Pearl S. Buck

    Melhoramentos
    1964
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Uma Ponte Para Passar (A Bridge for Passing) tradução de Constantino Paleólogo, sob o título “Uma ponte para passar”, com várias edições e reimpressões pela Editora Melhoramentos em 1961, 1962, 1963, 1964 (2ª edição), 1966 (3ª edição). Pela Editora Record, foi traduzido por Vera Neves Pedroso como “A Grande Travessia”, inicialmente para a Coleção Biblioteca Moderna, 1961, 1962, 1974, 1980, e depois pela Record/ Altaya, para a Coleção Mestres da Literatura Contemporânea, nº 53, em 1990, 1996, 1998. A Best Bolso, em 2007 e 2008, o publicou sob o mesmo título “A Grande Travessia”, com a tradução de Vera Neves Pedroso (Série Livros que Cabem no Bolso).

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    Fernanda de Oliveira14/12/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Simplesmente lindo

    "A grande travessia" é uma pequena auto-biografia escrita por Pearl S. Buck sobre o período em que esteve no Japão para a filmagem de seu livro 'The big wave', em que os contrastes entre o Ocidente e o Oriente são percebidos, bem como o embate entre o Japão tradicional, e o novo Japão, surgido após a 2ª Guerra. Teoricamente seria este o tema do livro, de acordo com as informações fornecidas na contra-capa. Ledo engano. De fato, os contrastes estão presentes, mas não são o foco da narrativa. O livro na verdade mostra o esforço da autora em superar a morte do marido, seu companheiro por 25 anos. O eixo central da história gira em torno desta superação. É tocante a forma como a autora expõe sua dor. Sem pieguices e sem sentimentalismo barato, consegue fazer o leitor sentir o imenso vazio que ela autora sente ao ver partir seu amor, amigo, companheiro, pai de seus filhos. Ao mesmo tempo não é um livro triste. Buck se resigna ao inevitável, à realidade de não ter mais com quem compartilhar os momentos alegres e tristes da vida. Se resigna a uma dor que não vai passar, a um vazio que não vai ser nunca preenchido. E aprende que é possível seguir vivendo apesar de tudo, apesar dele não mais estar presente. Ponto interessantíssimo da narrativa é que a autora em nenhum momento cita o nome do marido. Só se refere ao mesmo como ele, e isto torna o texto ainda mais profundo, mais intimista. É apenas eu e ele, e o leitor consegue com isso se colocar no lugar da autora, e tentar imaginar sua dor. Excelente livro, muito bem escrito. O texto é leve, fluido. Fiquei com vontade de ler outros livros da autora, que aliás é ganhadora do Nobel de Literatura e do Pulitzer. Recomendo muitíssimo para os que gostam de textos intimistas.

    2 curtidas

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