Mandela - Meu prisioneiro, meu amigo

    Barbara Jones, Christo Brand

    Editora Planeta
    2014
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788542203691
    Português Brasileiro

    Mandela tinha o grande dom da magnanimidade. Seu povo estava sendo espancado, preso e detido sem nenhuma acusação criminal. Alguns detentos não passavam de crianças. Sua própria esposa e suas filhas estavam sofrendo. Mesmo assim, ele ainda conseguia sorrir e apertar calorosamente a mão dos mandantes dessas injustiças. Mandela não estava oferecendo seu perdão a P. W. Botha nem a seu sucessor, F. W. de Klerk, mas entrou no jogo tendo sempre em vista, no longo prazo, o maior prêmio de todos - a liberdade para a África do Sul negra. E a maior parte de sua luta pela liberdade foi feita da prisão da Ilha de Robben, graças à improvável ajuda de um carcereiro muito especial. Christo Brand era o filho de um capataz de fazenda. Passou a infância brincando com crianças negras e pardas na zona rural do Cabo Ocidental, na África do Sul, e pouco sabia sobre o cruel regime do apartheid que dominava outras partes do país. Por ter abandonado a escola, ele deveria enfrentar serviço militar obrigatório nacional, mas, sendo um menino cristão, amante da paz e da família, Christo relutou em entrar para as brutais forças armadas e policiais da África do Sul. Em vez disso, inscreveu-se no serviço carcerário e foi enviado à Ilha Robben para vigiar os homens mais perigosos da África do Sul - Nelson Mandela e seus companheiros revolucionários, os combatentes radicais do Congresso Nacional Africano (CNA). É essa experiência que Christo narra, com a ajuda da jornalista Barbara Jones.

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    Nath Alves05/05/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amei...

    Há uma história por trás de um cárcere. Há um coração no carcereiro. Há um carisma no prisioneiro. Eu já era suficientemente encantada com a história do Mandela antes de ler esse livro, ainda descubro ser possível mais. E agora também faço reverência à coragem de seu carcereiro nos bastidores e aos seus companheiros do CNA. Prenderam seus corpos, jamais limitariam seus sonhos. O entorno de onde cultivou-se firme por quase 30 anos uma liderança que considero muito inspiradora. Um elo que pareceu fundamental para manter a esperança e firmeza no propósito de acabar com a segregação racial. Um laço de confiança conquistado pelo respeito de um homem que paciente e forte, não fechou seu coração mesmo encarcerado. E outro que conseguiu manter a pureza de aceitar o outro sem preconceito. Num clima, pasmem, de família... Uma amizade leal onde parecia improvável. Emocionantemente real, sustentada em ousadia e em um risco fundamentalmente humano. Não há mais muitas palavras a dizer, ficaram algumas lágrimas soltas que expressam os efeitos do livro. Cabe muita coisa misturada; indignação, comoção, reconhecimento, admiração... É uma história de revoltar, de bater palmas e principalmente inspirar. Adoro histórias incríveis, com finais melhores que o início e meio. Sobretudo, quando são reais! Recomendo (MUITO) a leitura!

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