Mandela - Meu prisioneiro, meu amigo

    Christo Brand

    Editora Planeta
    2018
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788542213034
    Português Brasileiro

    Aos 19 anos, Christo Brand, um rapaz do interior nascido na mesma cultura africâner que criou o apartheid, conheceu Nelson Mandela. Pertencentes a mundos opostos, seus destinos se cruzaram quando Christo, então recruta do serviço carcerário da África, foi enviado para trabalhar na Ilha Robben, na Cidade do Cabo, no presídio de segurança máxima onde ficavam desde terroristas mais perigosos até líderes políticos anti-apartheid. Mandela, o prisioneiro 466/64, era o principal nome neste segundo grupo. Filho negro de um chefe tribal e criado em uma aldeia, estudou Direito e praticou a advocacia para dedicar-se à luta contra o sistema racial que perseguia os negros e afirmava a superioridade dos brancos. O jovem carcereiro e o veterano lutador pela liberdade – então com 60 anos – tinham tudo para uma convivência lastreada no ódio, mas, em vez disso, desenvolveram uma amizade extraordinária, cujos detalhes são relatados neste livro. Em Mandela – Meu prisioneiro, meu amigo, Christo Brand conta a história real deste relacionamento improvável. E, ao rememorar gestos, sorrisos e pequenos atos de solidariedade, compartilha com os leitores tudo o que de mais comovente testemunhou em seus anos ao lado de Nelson Mandela, homem cuja vida foi dedicada à liberdade de seu povo.

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    Nath Alves05/05/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amei...

    Há uma história por trás de um cárcere. Há um coração no carcereiro. Há um carisma no prisioneiro. Eu já era suficientemente encantada com a história do Mandela antes de ler esse livro, ainda descubro ser possível mais. E agora também faço reverência à coragem de seu carcereiro nos bastidores e aos seus companheiros do CNA. Prenderam seus corpos, jamais limitariam seus sonhos. O entorno de onde cultivou-se firme por quase 30 anos uma liderança que considero muito inspiradora. Um elo que pareceu fundamental para manter a esperança e firmeza no propósito de acabar com a segregação racial. Um laço de confiança conquistado pelo respeito de um homem que paciente e forte, não fechou seu coração mesmo encarcerado. E outro que conseguiu manter a pureza de aceitar o outro sem preconceito. Num clima, pasmem, de família... Uma amizade leal onde parecia improvável. Emocionantemente real, sustentada em ousadia e em um risco fundamentalmente humano. Não há mais muitas palavras a dizer, ficaram algumas lágrimas soltas que expressam os efeitos do livro. Cabe muita coisa misturada; indignação, comoção, reconhecimento, admiração... É uma história de revoltar, de bater palmas e principalmente inspirar. Adoro histórias incríveis, com finais melhores que o início e meio. Sobretudo, quando são reais! Recomendo (MUITO) a leitura!

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