Dom Pedro II na Alemanha - Uma Amizade Tradicional

    Dom Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança

    Senac São Paulo
    2014
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788539604548
    Português Brasileiro

    Dom Pedro II sempre desejou dar a seu país uma perspectiva e uma imagem de progresso, de cultura e de liberdade. Desde jovem almejava esse objetivo, para a concretização do qual se colocou em contato com cientistas, industriais, literatos e sábios do mundo civilizado de sua época. Após trinta anos de bom governo, empreendeu à própria custa, para complementar seus conhecimentos, diversas viagens ao exterior. Uma das nações que mais lhe interessou foi a Alemanha; não, certamente, pelo militarismo que ali vigorava àquele tempo, mas pela vasta gama de inovações técnicas desenvolvidas em diferentes áreas, como a agricultura, e pelas conquistas culturais em geral, que poderiam beneficiar nosso país. A grande imigração germânica para o Brasil também foi por ele apoiada em virtude dos bons resultados desde cedo obtidos. Em “D. Pedro II Na Alemanha”, o leitor encontrará d. Pedro de Alcântara a impressionar grandes sábios europeus com sua vasta erudição e simplicidade de modos. Publicado pelo Senac São Paulo, este livro narra fatos em grande parte inéditos sobre a trajetória de d. Pedro II que, além de importantes como objeto de conhecimento, nos proporcionam, também, ensejo para recordar essa antiga e tradicional amizade entre os dois países, revivida em 2013, com a celebração do ano do Brasil na Alemanha.

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    Daniel de Oliveira Ferreira30/11/2019Resenhou um livro
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    Viagens (não tão) Úteis

    Que D. Pedro II gostava de viajar eu já sabia mas que algumas destas viagens tiveram caráter, digamos, científico, conforme o próprio alegou no pedido de afastamento, eu não sabia. O autor, descendente do Imperador, faz um relato insosso das viagens de D. Pedro II na Europa, principalmente Alemanha. A primeira viagem relatada foi basicamente uma viagem familiar, onde o casal imperial brasileiro reencontrou diversos parentes, apesar de entremear visitas a hospitais e colégios. A segunda viagem mostrou-se menos pessoal, visitou universidades, empresas de material bélico e hospitais, conversou com personalidades da época mas o autor não foi capaz de demonstrar a aplicação no Brasil de uma ideia conhecida durante suas viagens de instrução. Teria sido interessante se as viagens de D. Pedro II rendessem frutos ao Brasil. Se os houve, o autor não teve acesso ou não achou necessários citá-los. Para mim, fica a nítida impressão de que as viagens foram inúteis em termos de novas ideias implementadas no Brasil. Bom, essa é minha opinião sobre o livro. Ainda assim, recomendo a leitura nem que seja para me contradizer.

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