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    Em Surdina -

    Lúcia Miguel Pereira

    José Olympio
    1949
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    11 avaliações
    Leram16Lendo0Querem10Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados10Avaliaram11

    Em surdina, o livro que nos concerne, é de 1933, ano de estréia da autora. Não se trata de uma saga familiar, como pode parecer; é mais propriamente um estudo de personagem, um perfil de mulher, como se dizia no século 19 — mulher cuja vida é dominada e circunscrita quase exclusivamente às relações de família.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Viviane Vieira picture
    Viviane Vieira13/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em surdina é um romance pouco conhecido de uma romancista brasileira também pouco conhecido no cânone literário, mas muito talentosa e importante para a produção nacional: Lúcia Miguel Pereira. No romance, Cecília é uma moça de classe média no Rio de Janeiro do início do século XX. Prestes a ficar solteirona, Cecília vivia as tensões femininas de seu tempo e se questionava profundamente quanto a vida: o que seria viver intensamente? Na indecisão de aceitar o casamento como uma tentativa de se libertar das amarras sociais impostas às moças solteiras, Cecília vai aos poucos caminhando para a decisão. É uma história interessante sobre o pensamento feminino.

    1 curtida

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    Avaliações

    4 / 11
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas82%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Lúcia Miguel Pereira profile picture

    Lúcia Miguel Pereira

    Lúcia Miguel Pereira (Barbacena MG 1901 - Rio de Janeiro RJ 1959). Crítica literária, romancista, ensaísta e biógrafa. Filha de Miguel da Silva Pereira, professor de clínica médica engajado em campanhas sanitaristas no começo do século XX, e de Maria Clara Tolentino Pereira, é criada no Rio de Janeiro e estuda no Notre Dame de Sion, tradicional colégio católico da cidade. Funda a Revista Elo, com amigas de escola, e nela publica seus primeiros escritos, entre os anos de 1927 e 1929. É mais tarde chamada de "Madame du Staël do século XX" pela importância de sua produção intelectual no Brasil, tendo ajudado a consolidar a geração de prosadores modernos da década de 1930 por meio de ensaios e artigos de jornal. Escreve crítica propositiva, que estabelece diálogo com as obras assim que são publicadas. Entra em polêmica com o escritor Jorge Amado (1912 - 2001), ao discutir sobre literatura e política, e faz análises das obras de escritores como Graciliano Ramos (1892 - 1953), Jorge de Lima (1895 - 1953) e Murilo Mendes (1901 - 1975). Numa carreira de intensa colaboração com periódicos, escreve para O Estado de S. Paulo, Correio da Manhã, Gazeta de Notícias, Revista do Brasil, Boletim de Ariel, A Ordem e Lanterna Verde. Aos 32 anos, estréia como romancista, com Maria Luísa, e publica também seu segundo romance, Em Surdina. No entanto, sua carreira de escritora, que se estende até 1954, não tem acolhida tão favorável quanto sua obra ensaística, na qual se dedica ao "ofício de compreender", como define. Participa da revista Movimento, para a qual contribuíam, entre outros, o poeta e escritor Mário de Andrade (1893 - 1945). Escreve duas biografias críticas, Machado de Assis, de 1935, obra fundamental dentro da crítica machadiana, e A Vida de Gonçalves Dias, publicada em 1943, incluindo a recuperação de um inédito diário de viagens do poeta, considerado perdido. Depois de muita pesquisa, no fim dos anos 1940, encontra uma cópia de Dona Guidinha do Poço, livro escrito em 1892 e hoje considerado a obra-prima do escritor Manuel de Oliveira Paiva (1861 - 1892), até então inédito. Em 1948, com a fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, assume a coordenação dos serviços de biblioteca do museu. Traduz O Tempo Redescoberto, parte da obra Em Busca do Tempo Perdido, do escritor francês Marcel Proust (1871 - 1922), publicada em 1958 pela Editora Globo. Morre no Rio de Janeiro, em desastre aéreo, no dia 22 de dezembro de 1959, com o marido, o advogado e historiador Octávio Tarquínio de Sousa (1889 - 1959).

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    Minas Gerais , Brasil

    Lúcia Miguel Pereira