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    Dores do Mundo - O Amor — A Morte — A Arte — A Moral — A Religião — A Política — O Homem e a Sociedade

    Arthur Schopenhauer

    ORGANIZAÇÕES SIMÕES
    1951
    174 páginas
    5h 48m
    ISBN-11: 8500202548_
    Português Brasileiro
    4
    1300 avaliações
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    Favoritos38Desejados2894Avaliaram1300

    1. FILOSOFIA; SCHOPENHAUER; METAFÍSICA DO AMOR; MORTE, ARTE; 2. MORAL; ESBOÇO ACERCA MULHERES; EGOISMO, PIEDADE, RENÚNCIA 3. ASCETISMO, RESIGNAÇÃO, LIBERTAÇÃO; PENSAMENTOS: RELIGIÃO; 4. POLÍTICA; HOMEM E SOCIEDADE DORES DO MUNDO ARTUR SCHOPENHAUER

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    Pedro LDC Viegas19/12/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Tédio de filósofo.

    Dores do Mundo é um dos livros de linguagem mais acessível de Schopenhauer. No capítulo Dores do mundo, o filósofo põe em ação todo o seu famoso pessimismo para defender o argumento de que o sofrimento é que faz todo o sentido na vida, isto é, *se a nossa existência não tem por fim imediato a dor, pode dizer-se que não tem razão alguma de ser no mundo*. E justifica: *Não conheço nada mais absurdo que a maior parte dos sistemas metafísicos, que explicam o mal como uma coisa negativa; só ele, pelo contrário, é positivo, visto que se faz sentir... O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, porque não fazem senão suprimir um desejo e terminar um desgosto.* No capítulo O amor, o filósofo apresenta uma Metafísica do amor na qual o amor é definido pelo instinto sexual destinado à perpetuação da espécie. Ainda no capítulo do amor, o filósofo apresenta um Esboço acerca das mulheres que é um retrato lamentável da mentalidade de desqualificação feminina à época em que o livro foi escrito. O capítulo A morte é curto. Pensei que Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, tivesse mais a dizer sobre a morte. No capítulo A arte o filósofo fala sobre poesia lírica, tragédia, comédia, pintura e música. No capítulo A moral são abordados: egoísmo, piedade, resignação, renúncia, ascetismo e libertação. No capítulo Pensamentos diversos, Schopenhauer discorre sobre religião, afirmando que se fosse assegurada a imortalidade aos homens, seu zelo pelos deuses esfriaria imediatamente. Ao mesmo tempo, ataca o cristianismo como uma religião intolerante, ao contrário do maometanismo, do budismo, do hinduísmo. Abordando sobre política, o filósofo apresenta sua utopia: *Querem planos utopistas: a única solução do problema político e social seria o despotismo dos sábios e dos nobres, de uma aristocracia pura e verdadeira, obtida por meio da geração, pela união dos homens de sentimentos altamente generosos com as mulheres mais inteligentes e finas. Esta proposta é a minha utopia e a minha república de Platão.*

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    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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