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    A casa de papel -

    Carlos Maria Dominguez

    Realejo
    2014
    90 páginas
    3h 0m
    ISBN-13: 9788599905685
    Português Brasileiro
    3.8
    293 avaliações
    Leram402Lendo42Querem468Relendo5Abandonos4Resenhas45
    Favoritos19Desejados468Avaliaram293

    Na primavera de 1998, Bluma Lennon, uma professora de Cambridge, está lendo um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A linha da sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória e que lhe era agora devolvido. Intrigado, ele parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objetivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro, mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma. 'A casa de papel' é uma fábula sedutora sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção.

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    Ladyce West picture
    Ladyce West01/01/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma grande reflexão na arte de ler

    Acabo de ler A Casa de Papel do escritor argentino Carlos Maria Dominguez. Lê-se numa tarde, com tempo suficiente para degustar o texto e para reler as partes mais interessantes. É um livro pequeno, quase um conto prolongado. Uma novela, no sentido mais tradicional da palavra, são 98 páginas. E, no entanto, é uma delícia entrar no mundo mágico de Dominguez e nos encontrarmos nesta sala de espelhos que ele criou tão cuidadosamente. O livro mostra o comportamento de colecionadores de livros ou mesmo de colecionadores em geral. Porque suas atitudes, não importa o que colecionem, (quer sejam caixinhas de fósforo, porcelana japonesa ou livros), suas paixões, suas manias e estranhezas, são todas as mesmas. Carlos Maria Dominguez nos faz pensar nos excessos, no comportamento extremo. Seu livro questiona onde fica aquela linha divisória, invisível, que marca a diferença entre o comportamento do louco e a maneira de ser de quem é considerado normal. Seu foco são livros. Ele explora as conseqüências da paixão por livros como objetos e guardiões de idéias. Mostra também as armadilhas, os perigos, de comprar, armazenar e colecionar livros. Onde e quando parar? Quem determina o limite? Que limite? E com destreza ele faz a pergunta que é o pesadelo de qualquer amante de livros: qual deles guardar, como guardar, onde e por quanto tempo? Depois de algum tempo o que se deve fazer com os livros que você sabe que não irá mais ler? Na verdade, A Casa de Papel é uma grande reflexão na arte de ler, de estudar e na arte de se colecionar livros e idéias. O texto está repleto de alusões literárias. Diversos escritores e suas curiosas vidas são mencionados. A referência mais central ou talvez eu deva dizer a referência mais entremeada no texto, a que mostra maior afinidade com o livro, é a história do escritor Joseph Conrad, publicada em 1917, que leva o título de Linha de Sombra. Nesta história um marinheiro que quer deixar a vida no mar é seduzido a fazer uma última viagem na qual ele será o capitão do navio. Ele aceita. A viagem se transforma num pesadelo e os homens no navio ficam desesperados e à beira da loucura. Será que colecionar pode levar a um tipo de loucura? Onde está a linha que separa o são, do doente quando o assunto é colecionar? É impossível ler-se esta jóia de uma só vez sem perder muito de seu charme e tampouco de perder todas as possíveis reviravoltas e afinidades a outros livros que conhecemos. Este é um texto muito compacto: uma segunda leitura certamente enriquece a experiência. Leia uma vez, e depois de novo. Você não se arrependerá. Vai adorar 25/06/2008

    24 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 293
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
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    Carlos Maria Dominguez

    Ele começou como jornalista na Revista Crise de Buenos Aires, que estava, foi secretário de redação e diretor. Em Montevidéu, ele foi Managing Editor Brecha, onde também colabora com as páginas literárias e editor das páginas literárias da pesquisa semanal. Também exerceu crítica literária no suplemento ao jornal El País.

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    Carlos Maria Dominguez