Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores11
    • Similares3
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Así empieza lo malo -

    Javier Marías

    Alfaguara
    2014
    534 páginas
    17h 48m
    ISBN-13: 9788420416274
    Espanhol
    4.6
    10 avaliações
    Leram9Lendo0Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos2Desejados2Avaliaram10

    Tras Los enamoramientos, la nueva y esperada novela de Javier Marías, Así empieza lo malo. Una novela sobre el deseo, el rencor y la arbitrariedad del perdón, Así empieza lo malo cuenta la historia íntima de un matrimonio de muchos años, narrada por su joven testigo cuando éste es ya un hombre plenamente adulto. Juan de Vere encuentra su primer empleo como secretario personal de Eduardo Muriel, un antaño exitoso director de cine, en el Madrid de 1980. Su trabajo le permite entrar en la privacidad de la casa familiar y ser espectador de la misteriosa desdicha conyugal entre Muriel y su esposa Beatriz Noguera. Muriel le encarga que investigue y sonsaque a un amigo suyo de media vida, el Doctor Jorge Van Vechten, de cuyo indecente comportamiento en el pasado le han llegado rumores. Pero Juan no se limitará a eso y tomará dudosas iniciativas, porque, como él mismo reconoce desde su edad madura, “los jóvenes tienen el alma y la conciencia aplazadas”. Así descubrirá que no hay justicia desinteresada, sino que está siempre contaminada por el rencor personal y por los propios deseos, y que todo perdón o castigo son arbitrarios. [Sobre Así empieza lo malo]: «Es un libro sobre el deseo, como uno de los motores más fuertes en la vida de las personas, que a veces lleva a pasar por encima de cualquier lealtad, consideración e incluso respeto en el trato con los demás. Otro de los temas de la novela es la impunidad y la arbitrariedad del perdón y del no perdón. Cómo la idea de justicia que la gente reclama a veces tiene mucho que ver con que el acto en sí nos afecte o no.» [Javier Marías]: «No es una novela autobiográfica, pero sí tiene vivencias de la juventud del autor. No es una novela política, pero sus resonancias están allí. No es una novela sobre los años 80, pero la acción transcurre en esa década. No es una novela histórica, pero las esquirlas de la posguerra Guerra Civil, en los años 40 y 50, alcanzan a sus personajes. No es una novela de amor, pero sí de la desdicha del matrimonio protagonista. No es una novela de venganzas, pero sí sobre la impunidad y la arbitrariedad del perdón». Winston Manrique, El País, sobre Javier Marías: «Javier Marías es un escritor maravilloso.» John Banville: «Javier Marías es uno de los más grandes escritores vivos.» Claudio Magris: «Independientemente de nuestras expectativas, al leer elegimos pasar tiempo en compañía de un autor. En el caso de Javier Marías, se trata de una buena decisión: su mente es profunda, aguda, a veces turbadora, a veces hilarante, y siempre inteligente.» Edward St Aubyn, The New York Times Book Review: «Un escritor profundamente necesario, un caballero andante, divertido, punzante, lleno de ira y amor.» The Guardian: «De una inteligencia deslumbrante y cautivadora, parece que no haya nada que Marías no pueda conseguir con la ficción. No es extraño que se lo mencione continuamente como potencial Premio Nobel.» Kirkus Reviews: «Hechizante... evoca a creadores de acertijos como Borges, y las tramas de Marías, ingeniosas como jugadas de ajedrez, traen a la mente al gran maestro estratega del siglo XX, Vladimir Nabokov.» Los Angeles Times: «Muy bien puede ser la primera verdadera obra maestra literaria del siglo XXI.» James Lasdun, The Guardian: «Una de las obras mayores de la literatura contemporánea... Tiene que abrir este libro.» Ali Smith, The Sunday Telegraph: «Javier Marías es, en mi opinión, uno de los mejores escritores europeos contemporáneos.»

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Ricardo Duarte picture
    Ricardo Duarte21/04/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Assim começa o mal

    Desde o início de sua carreira literária, Javier Marías desenvolve uma relação curiosa com a história da Espanha. Na década de 1970, numa época de romances ditos "engajados", ele escreve seus dois primeiros livros, "Los dominios del lobo" (1971) e "Travesía del horizonte" (1973), baseado na emulação de modelos ficcionais -- no primeiro, o cinema norte-americano; no segundo, escritores de língua inglesa: Henry James, Conan Doyle e Joseph Conrad. Uma característica comum a esses livros é a agilidade no estilo: são textos cuja leitura flui agradavelmente. Nada neles, ao menos em suas camadas mais superficiais, faz o leitor desconfiar da nacionalidade do autor. Nos dois romances seguintes, "El monarca del tiempo" (1978) e "El siglo" (1983), a coisa muda de figura: a história traumática da Espanha no século XX é colocada no centro do palco. A Guerra Civil Espanhola, a ascensão de Franco ao poder, a questão da delação (tantas vezes retomada mais tarde) aparecem aqui como elementos estruturantes da narrativa. O senão fica por conta do estilo: à leveza dos dois romances iniciais se contrapõe uma linguagem pesada, muitas vezes barroca, que torna a leitura um tanto árdua. Em 1986 é publicado "El hombre sentimental". A história da Espanha volta a ficar na sombra; o estilo, por sua vez, começa a sofrer uma metamorfose deveras interessante: nem leve nem pesada -- a linguagem agora é densa. Palavras e construções cotidianas vão sendo articuladas com outras nem tão cotidianas, em frases que se espraiam pelas páginas, à moda de Henry James e Proust, acompanhando as reflexões tortuosas do narrador. Nos romances posteriores, "Todas las almas" (1989), "Corazón tan blanco" (1992) e "Mañana en la batalla piensa en mí" (1994), a história da Espanha aparece de maneira oblíqua: em todos eles, articula-se uma situação em que um passado silenciado precisa ser recuperado e transformado em narrativa. O desfecho dos três livros é precisamente o relato desse passado. O narrador reflexivo de "El hombre sentimental" aqui se desenvolve plenamente. Em 1998, surge "Negra espalda del tiempo", um híbrido de romance, memória e biografia. Mais uma vez, histórias são contadas, passados são retirados do esquecimento em que foram lançados -- inclusive o passado da própria família do autor, que vai ser definitivamente retomado na trilogia "Tu rostro mañana" (2002, 2004 e 2007): o assassinato de um tio durante a Guerra Civil; a delação sofrida pelo pai do autor, Julián Marías, ao final da guerra e que quase o levou à morte; histórias de crimes cometidos na época que eram contadas por seus agentes em locais públicos, em alto e bom som, como se fossem anedotas... Com "Los enamoramientos" (2011), Javier Marías dá mais uma volta no parafuso: há uma história que a narradora quer saber; porém, uma vez ciente dela, percebe não ter como verificar sua autenticidade. O que fazer com essa história? Contá-la e, de repente, destruir a vida de outras pessoas? Ignorá-la, ainda que seu conteúdo seja gravíssimo? "Así empieza lo malo" (2014), que inspirou essa resenha bastante especulativa, coloca a história da Espanha mais uma vez em primeiro plano, correndo paralela à história particular de um casal. Em ambas, ocultam-se segredos. O narrador, Juan de Vere, é um homem de 50 e poucos anos que relembra os fatos que lhe aconteceram no início da década de 1980 e os segredos que descobriu em decorrência desses fatos. Como sucede com a narradora de "Los enamoramientos", há aqui um dilema quanto ao que fazer, mas agora com uma implicação a mais: segredos que dizem respeito a uma história privada e segredos que se referem à história de um povo -- devem ser todos tratados do mesmo jeito? Não é o que pensa o autor. Numa entrevista para "O Globo" (10 out. 2015), ao falar de segredos privados, o Javier afirma: "Meu romance [Así empieza lo malo] tem implicações políticas, mas é um romance da vida privada, com a ideia subjacente de que, depois de uma longa farsa, o pior que se pode fazer talvez é revelá-la. A farsa que uma pessoa viveu não se pode apagar. Às vezes é melhor manter a farsa, quando já é irreparável." Ao falar de segredos "públicos", no entanto, a opinião do autor é outra: "Embora tenha exigido renúncias e nela houvesse um inevitável elemento de injustiça, acho que a anistia geral, após a morte de Franco, foi positiva para o país. Exigir punições para quem havia cometido crimes durante quase 40 anos era impossível. Grande parte da sociedade, e o Exército de então (ainda eminentemente franquista), teriam se oposto. A anistia permitiu que tivéssemos um país normal: com partidos políticos, eleições, liberdade de imprensa etc. O contrário teria dado lugar a um prolongamento da ditadura ou a conflitos sangrentos. Não vejo razões para anulá-la, porque a maioria dos franquistas com responsabilidades graves já morreu. Mas deveríamos saber o que aconteceu. Uma coisa é decidirem não levar ninguém a julgamento (o que tampouco era possível), outra é não sabermos o que cada um fez."

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 10
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Javier Marías Franco profile picture

    Javier Marías Franco

    Escritor, tradutor e editor espanhol. Nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1951 e faleceu em 11 de setembro de 2022 devido a uma pneumonia bilateral em decorrência da covid-19. Considerado o principal escritor espanhol da segunda metade do século XX e início do século XXI, ocupava a cadeira R da Real Academia Española (RAE) desde 2008. Formado em Filosofia e Letras, com especialização em Filologia Inglesa, pela Universidade Complutense de Madrid, foi professor de Literatura Espanhola e Teoria da Tradução na Universidade de Oxford (1983-1985), no Wellesley College de Massachusetts (1984) e na Universidade Complutense de Madrid (1986-1990). É autor de contos, ensaios, crônicas e 16 romances, entre eles "Coração tão branco" (1992), "Amanhã, na batalha, pensa em mim" (1994), "Seu rosto amanhã" (2002-2007), "Os enamoramentos" (2011), "Assim começa o mal" (2014), "Berta Isla" (2017) e "Tomás Nevinson" (2021). Era Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França.

    88 Livros
    59 Seguidores

    Javier Marías Franco