Apesar de a autora mencionar logo de cara que não se trata de uma biografia da Marilyn Monroe, mas sim uma obra de ficção, não tem como ler e não imaginar que tudo tenha sido real.
Narrado de forma cronológica e separado em seções como “The Child”, “The Afterlife”, o livro é extremamente detalhado. Passando pela sua infância difícil com a mãe louca (literalmente), os orfanatos, os pais adotivos e seu casamento precoce. Você realmente se sente dentro da cabeça confusa dela e por isso a narrativa é meio bagunçada às vezes.
No livro é bem claro que ela dormiu com várias caras importantes (e outros nem tanto) para chegar ao topo. O problema é que uma vez lá, ela não parou. Continuou deixando os homens a usarem mais e mais. Passa-se a imagem de uma pessoa inocente ao extremo, que acaba nos lugares sem saber ao certo o que está fazendo lá (como quando ela encontrou o Mr.Z. Ela realmente não sabia o que ele queria com aquele encontro?).
Norma é só um personagem criado pela Marilyn, e todos querem a Marilyn! Isso faz com que ela se sinta cada vez mais sozinha e inadequada. Ela não se sente talentosa ou inteligente o suficiente. Esse desespero todo faz com que ela procure ajuda em remédios e é aí que ela se perde de vez.
Alguns personagens centrais são citados usando somente suas iniciais, e outros a autora cita como “The Playwright” (Arthur Miller), “The Ex-Athlete” (Joe Dimaggio), “The Brunette” (Ava Gardner) e é divertido tentar adivinhar quem são essas pessoas e depois ficar chocado com a descoberta.
O livro defende a teoria de assassinato, mas não é uma teoria que me convence, porque o livro inteiro vemos que a Marilyn não tem credibilidade e tem fama de “dumb blonde”, sendo assim, por que assassina-la? Talvez uma tentativa de dar mais emoção e significado aos minutos finais de uma lenda.
Provavelmente a pessoa mais carismática EVER. Mesmo anos após a sua morte, continuamos curiosos pela sua história, espremendo mais e mais a procura de algo que deixamos passar.