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    A capital da vertigem - Uma história de São Paulo de 1900 a 1954

    Roberto Pompeu de Toledo

    Objetiva
    2015
    584 páginas
    19h 28m
    ISBN-13: 9788539006731
    Português Brasileiro
    4.5
    100 avaliações
    Leram140Lendo18Querem262Relendo1Abandonos3Resenhas11
    Favoritos15Desejados262Avaliaram100

    O jornalista Roberto Pompeu de Toledo narra a história de São Paulo, a maior metrópole do país. Após reconstituir em A capital da solidão a história de São Paulo das origens a 1900, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo narra em A capital da vertigem sua arrancada rumo à modernidade. Eis uma cidade que deixa a condição de vila e se torna a maior metrópole do país. É a capital da vertigem: vertigem artística, industrial, demográfica, social e urbanística. Neste painel que vai do início do século XX a 1954 - quando a cidade completa quatrocentos anos -, aparecem personagens como Oswald e Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Washington Luís, Prestes Maia, e Francisco Matarazzo, e surgem episódios que vão da Semana de Arte Moderna de 1922 à epidemia de gripe espanhola, da Revolução de 1924 à chegada do futebol ao país.

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    Ronan  picture
    Ronan 08/10/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    O segundo livro do jornalista sobre a cidade de São Paulo é uma continuação do trabalho iniciado com “A Capital da solidão”, nele é coberto o período entre os anos de 1900 e 1954. Nesse período a industrialização da cidade se consolida e sua população multiplica-se por pouco mais do que nove vezes, um crescimento vertiginoso que inspira o título. Modelos de urbanização e desenvolvimento foram colocados na mesa conforme a cidade foi crescendo e as opções feitas irão atender a modelos estéticos e econômicos muitas vezes conflitantes. O autor descreve como a partir de um modelo de urbanismo e arquitetura europeus a cidade e aqueles responsáveis por suas decisões foram migrando para um modelo de desenvolvimento norte-americano que tinha no automóvel sua centralidade. Escolhas que vão pautar São Paulo até os dias de hoje como a opção pelas grandes avenidas em detrimento de um projeto de metrô, ou a construção dessas mesmas avenidas acompanhando o curso de antigos rios e córregos no fundo de vales, que hoje, bem sabemos, trouxe problemas como estrangulamento do trânsito e alagamentos. O zoneamento dos bairros e a evolução de cada um deles conforme a mancha urbana se expandia assim como o fenômeno da verticalização também são trazidos à tona. Novamente, como no primeiro livro, reconhecemos vários marcos arquitetônicos e institucionais da nossa cidade e podemos acompanhar detalhes de sua concepção e de seus primeiros passos, MASP, MAM, Parque do Ibirapuera, TBC, USP, Conjunto Nacional, Avenida Paulista, Monumento às Bandeiras e muitos outros. Sobre os paulistanos o autor debruça-se sobre alguns dados demográficos que enriquecem sua análise, mas não o faz em profundidade. O livro é muito agradável, de uma leitura fluida e bastante prazerosa. Seu objeto de análise, no entanto, ou seja, seu recorte, é aquele dos “grandes eventos” e dos “grandes nomes”, quer seja da economia, da política ou das artes, passa ao largo a vida da maioria da população mais simples, que compõe quase que um plano de fundo para os acontecimentos. Há que se reconhecer, no entanto, que essa não é a proposta.

    7 curtidas

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    4.5 / 100
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    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Roberto Pompeu de Toledo

    Nasceu em 1944 e é jornalista. Trabalhou no Jornal da Tarde, no Jornal da República, na IstoÉ, no Jornal do Brasil e na Veja, revista em que ocupou diferentes cargos, entre os quais o de editor-executivo e o de correspondente em Paris. Atualmente, também para a Veja, escreve matérias especiais e uma coluna semanal.

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    14 Seguidores

    Roberto Pompeu de Toledo